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STJD suspende placar e julga partida da Série D na segunda-feira

Para especialista em direito desportivo, jogo que teve intervenção de massagista deve ser anulado

MARCIO DOLZAN, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 15h17

RIO - O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou nesta terça-feira a suspensão da placar da partida entre Tupi (MG) e Aparecidense (GO), disputada no último fim de semana em Juiz de Fora, e marcou o julgamento do polêmico caso para a próxima segunda-feira. A partida válida pela Série D acabou em 2 a 2 graças a um lance polêmico no final da partida, quando o massagista do time goiano, conhecido por Esquerdinha, invadiu o campo e tirou a bola em cima da linha, impedindo o terceiro gol que daria a vaga ao Tupi. O empate acabou classificando a Aparecidense.

A decisão de Flávio Zveiter acata a denúncia e o pedido de sanção da Procuradoria do STJD que considerou a atitude do massagista "uma repudiante agressão aos mais consagrados princípios do desporto: moralidade, fair play e competição". Por isso, o presidente se utilizou da prerrogativa que lhe dá direito a suspender partidas, em situações excepcional e diante de infrações muito graves. Zveiter determinou o julgamento do processo para a próxima segunda-feira, por uma comissão disciplinar em primeira instância.

PUNIÇÃO

De acordo com o advogado Márcio Cruz, especialista em direito desportivo, o STJD deverá decidir pela realização de uma nova partida. "A punição prevista no artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva é no sentido de anular a partida se o resultado for obtido, como é o caso desse jogo. E com certeza vai ser aplicada uma multa, que varia de R$ 100 a 100 mil". Além disso, o massagista deverá ser punido com uma pena que varia de 12 a 24 jogos de suspensão.

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