STJD vai apurar denúncia de armação de jogo na Série B

Náutico e Vila Nova teriam feito um acordo de resultado para deixar as duas equipes mais tranquilas na tabela

AE, Agência Estado

21 de novembro de 2010 | 18h47

O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, prometeu neste domingo investigar a denúncia feita pelo volante Adílson de que o seu clube, o Vila Nova, combinou resultado com o Náutico na partida de sábado, no estádio dos Aflitos, pela Série B. As duas equipes teriam armado o empate, que as deixariam mais confortáveis na tabela.

"Mas, infelizmente, os pernambucanos fizeram essa 'trairagem' com a gente", reclamou o volante goiano em entrevista à Rádio 730, de Goiânia, logo na saída do campo, depois da goleada por 4 a 1 aplicada pelo Náutico.

"Investigar eu vou, mas a verdade é que esse é o tipo de caso complicado. Na hora de desabafar no microfone, todos são corajosos. Quando vêm ao tribunal, geralmente o jogador afina e diz que foi mal-interpretado", comentou o procurador.

O suposto acordo foi negado pelo técnico Roberto Fernandes e também por três jogadores do Náutico, Geílson, Walter e Wescley, que conversaram com a imprensa depois da tumultuada partida nos Aflitos. Cinco jogadores foram expulsos: Mimica, Jorge Henrique e David, do Vila Nova, e Erick Flores e Jeff Silva, pelo Náutico.

Com a goleada sofrida no Recife, o Vila Nova continua em posição delicada, na 16.ª colocação, com os mesmos 43 pontos do Brasiliense, o primeiro clube da zona do rebaixamento.

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