Suárez é recebido por José Mujica na chegada a Montevidéu

Presidente do Uruguai defende o jogador que sofreu uma severa punição da Fifa após morder adversário na Copa do Mundo

Malena Castaldi, Reuters

27 de junho de 2014 | 10h13

O atacante da seleção uruguaia Suárez chegou a Montevidéu na manhã dessa sexta-feira, e foi recebido pelo presidente do Uruguai, José Mujica. Suárez foi punido pela Fifa por morder o italiano Giorgio Chiellini na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo.

De Natal, no Rio Grande do Norte, onde recebeu a notícia da exclusão da competição, o jogador viajou com sua família e chegou à capital uruguaia por volta das 5h, e foi direto para sua casa sem dar entrevistas.

Mujica se juntou a uma centena de pessoas que enfrentaram uma fria noite de inverno para esperar o ídolo no aeroporto. Os fãs entoavam canções de incentivo, hasteando bandeiras do uruguai, cartazes com o rosto de Suárez e réplicas da taça do Mundial.

O presidente e os torcedores deixaram a área de desembarque quando a Associação Uruguaia de Futebol divulgou a notícia que o voo do jogador havia atrasado. Horas depois, Suárez e Mujica enfim se encontraram, e o presidente pode cumprimentar o atacante.

"Suárez chegou ao aeroporto de Carrasco em um voo fretado, que inicialmente estava previsto para chegar na noite de quinta feira. O jogador desembarcou na plataforma militar", explicou o Coronel Álvaro Loureiro, diretor de Relações Públicas da Força Aérea do Uruguai. "O presidente Mujica o acolheu na base militar, foi uma breve saudação", completou, sobre o encontro com governante.

A mordida em Chiellini custará caro. Além de ter que voltar para casa mais cedo na Copa, a suspensão por nove jogos e quatro meses exclui o jogador de qualquer prática esportiva durante o período, tirando Suárez do Liverpool início no Campeonato Inglês e das próximas disputas da seleção uruguaia, como a Copa América, em 2015.

Em uma declaração ao programa De Zurda, da emissora uruguaia Telesur, o presidente Mujica defendeu mais uma vez Suárez. "Não lhe perdoam por não ter ido a universidade, por não ser formado. Ele leva naturalmente a rebeldia e as dores de quem vem de baixo", disse, relembrando as origens humildes do jogador.

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