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Suárez lembra punição por mordida: 'Pior que se fosse um hooligan'

Atleta voltou a falar sobre incidente: 'Não entendo até hoje'

O Estado de S. Paulo

04 de abril de 2015 | 13h01

O atacante uruguaio Luis Suárez, que protagonizou um dos lances mais comentados da Copa do Mundo de 2014 ao aplicar uma mordida no ombro do zagueiro italiano Chiellini, voltou a falar sobre o caso. Em entrevista concedida à revista alemã Kicker, o jogador do Barcelona voltou a reclamar da punição que recebeu da Fifa e diz que foi tratado 'pior que um hooligan'.

"Uma suspensão é uma coisa, mas, sequer poder treinar, como foi no começo, é um tratamento pior do que se eu fosse um hooligan", disparou Suárez. Além de ter sido excluído da Copa do Mundo, o atacante recebeu uma suspensão de quatro meses de qualquer atividade ligada ao futebol - inclusive treinamentos.

Depois, a Fifa abrandou a punição, permitindo ao jogador treinar no CT do Barcelona e disputar partidas não-oficiais, mas, mesmo assim, o uruguaio teve de esperar quatro meses para retornar aos campos. Além disso, foi suspenso por nove jogos oficiais pela seleção uruguaia. Dessa forma, Suárez não disputará a Copa América deste ano com a camisa celeste.

O jogador ainda revelou que se sentiu intimidado até mesmo ao assistir jogos das categorias de base do Uruguai para prestigiar seus sobrinhos. "Nas férias, fiquei até com medo de ir ver meus sobrinhos jogarem no Uruguai, em categorias inferiores. Segundo a sanção, não poderia pisar em um campo de futebol, coisa que não entendo até hoje", afirmou.

Suárez apenas voltou a jogar futebol no dia 28 de outubro do ano passado, justamente em clássico contra o Real Madrid, quando entrou no segundo tempo. Na ocasião, o Barcelona foi derrotado por 3 a 1 e Suárez teve participação apagada. A partir daí, em 29 partidas, o atacante já soma 14 gols e 15 assistências. Além disso, decidiu o último clássico espanhol, quando fez o gol da vitória do Barça por 2 a 1 sobre o mesmo Real Madrid e vem caindo nas graças da torcida ao lado de Neymar e Messi no ataque.

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