Suárez reclama de ausência na briga por prêmio da Fifa

Atacante crê que mordida na Copa do Mundo o desfavoreceu na lista da Bola de Ouro: 'Outros foram eliminados na primeira fase'

Estadão Conteúdo

09 de dezembro de 2014 | 11h13

Luis Suárez ainda não engoliu o fato de não ter sido indicado à disputa do prêmio Bola de Ouro da Fifa em 2014. Mesmo após ser considerado o melhor jogador do Campeonato Inglês na temporada 2013/2014, além de ter sido o artilheiro da competição, o uruguaio sequer foi apontado entre os 23 concorrentes iniciais. A lista já foi reduzida a apenas três nomes e a disputa da premiação está entre Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Manuel Neuer.

Suárez acredita que os acontecimentos da última Copa do Mundo, no Brasil, foram determinantes para o esquecimento de seu nome, já que ele acabou suspenso por quatro meses depois de dar uma mordida no italiano Chiellini durante a primeira fase da competição. No entanto, ao admitir esta possibilidade, o uruguaio aproveitou para alfinetar Cristiano Ronaldo.

"Se leva em consideração de janeiro a dezembro, tem que colocar o Mundial e creio que minha atitude no Mundial não foi boa, então talvez seja por isso. Mas se vão levar em consideração o que me aconteceu no Mundial, que olhem para todos os jogadores, não só eu. Porque alguns ganharam e outros foram eliminados na primeira fase. Vamos ser claros neste sentido. Mas, bem, é algo que já passou, não estava na lista e nem esperava estar", declarou em entrevista ao jornal catalão Mundo Deportivo.

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A análise de Suárez é uma provocação clara a Cristiano Ronaldo, que foi discreto no Mundial, falhou na tentativa de levar Portugal à segunda fase do Mundial e viu a seleção cair após a terceira colocação no Grupo G. Até por esta opinião, o uruguaio deixou claro em quem votaria para ser o melhor do mundo em 2014.

"Para mim está claro, como companheiro gostaria que ganhasse o Leo (Messi) e é meu favorito. Neuer tem méritos como campeão do mundo, mostrou ser um grandíssimo goleiro e por isso está entre os três primeiros. Como Cristiano. Todo mundo sabe o que ele fez e o que faz hoje em dia, e que pode ter muitas opções. Mas para mim não há dúvida. Pelo ano que teve o Leo, pelas lesões que teve, ficou tempo parado e ainda voltou, pelo que fez com a Argentina, e pelo que está fazendo, acho que há méritos suficientes", apontou.

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