Sub-23 derrota Corinthians por 2 a 0

Para um time que já perdeu 17 vezes só no Campeonato Brasileiro, a derrota para a seleção brasileira sub-23, por 2 a 0, neste sábado à tarde, em São José do Rio Preto, não chegou a ser uma surpresa. Levando-se em conta a enorme disparidade técnica entre as equipes, e o gol em completo impedimento de Robinho, até que o Corinthians saiu-se bem no amistoso. Aproveitando o calor insuportável da cidade, o time de Juninho começou bem o jogo, cadenciando o ritmo, já que ao adversário também não interessava um jogo de muita correria. Com isso, o Corinthians suportou bem até os primeiros 20 minutos. Nesse período, levou uma bola na trave numa cobrança de falta de Alex, aos 10 minutos, mas respondeu em seguida com outra finalização na trave por intermédio de Gil, aos 11. Mas depois que Robinho fez 1 a 0, aos 22 minutos, em posição ilegal, o Corinthians desabou em campo. Comandada pela velocidade de Marcinho, a seleção encontrou o mapa da mina: a bolas em diagonal da direita para a esquerda, que desmontavam a defesa corintiana. Robinho só não fez o segundo, aos 25 minutos, porque Doni pegou duas vezes seguidas no reflexo, com uma só mão. Doni também evitou um gol certo aos 30, quando Maicon apareceu livre na área e chutou cruzado. Mas, aos 32 minutos foi impossível para o goleiro pegar um cabeceio fulminante de Edu Dracena. Numa bola erguida por Maxwell, da esquerda, o zagueiro do Cruzeiro subiu livre no bico direito da pequena área corintiana e cabeceou no canto oposto do goleiro. No segundo tempo, o Corinthians voltou com três alterações: César no lugar de Wendell; Robert no de Jamelli e Vampeta no de Wilson. O time paulista melhorou a marcação no meio-de-campo e a seleção começou a encontrar alguma dificuldade para jogar. Por alguns instantes - dos 10 aos 19 minutos - esteve até melhor em campo. Robert acertou uma cobrança de falta na trave e perdeu um gol incrível sozinho diante de Gomes, porque chutou displicentemente. Depois disso, foi a vez de Ricardo Gomes mexer, trocando Marcinho por Wendell, Robinho por Nenê, Marcel por Gilmar e Paulo Almeida por Carlos Alberto. A seleção também ficou mais encorpada mas perdeu a velocidade do primeiro tempo. A marcação forte de ambas as partes tornou o jogo menos atrativo. Mesmo assim, o Corinthians parecia mais inteiro fisicamente. Pelo menos conseguiu chegar mais ao ataque. Variando bem as jogadas pelas laterais, o time de Juninho também se expôs mais. Com Nenê e Wendell na frente, trocando de posições diante da zaga, a seleção passou a viver só de bolas enfiadas. Ao Corinthians, de outra parte, faltou um especialista em finalização. Por isso mesmo, prevaleceu o placar construído no primeiro tempo.

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