Sub-23 joga à sombra da seleção principal

Jogar à sombra da seleção principal vai ser a alternativa do técnico da seleção brasileira sub-23, Ricardo Gomes, para tentar reunir novamente o grupo, antes da disputa do Torneio Pré-Olímpico, previsto para janeiro. O treinador declarou que pretende fazer três ou quatro amistosos até a estréia na eliminatória olímpica e, ciente das dificuldades, vai optar por uma saída: aproveitar a paralisação do Campeonato Brasileiro para a realização das quatro partidas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006 e programar confrontos simultâneos aos da equipe do técnico Carlos Alberto Parreira. Apesar da aparente solução, a dúvida ainda persiste em Gomes. "Será que volto a jogar este ano?", indagou o treinador, que hoje desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, após a conquista do vice-campeonato da Copa Ouro, no México, no domingo. Para facilitar a cessão dos atletas, Gomes disse que pretende realizar os amistosos no Brasil. A esperança é a de que os clubes não criem obstáculos para liberar os jogadores, porque entre 31 de agosto e 13 de setembro o Brasileiro estará paralisado, por causa da seleção principal. A estréia do time de Parreira nas Eliminatórias será no dia 7 de setembro, contra a Colômbia, em Barranquilla, e, depois, volta a atuar no dia 10, contra o Equador, em Manaus. Uma nova oportunidade ocorrerá entre 8 e 22 de novembro, quando está prevista uma nova interrupção no Nacional, para as partidas da seleção, nos dias 16, contra o Peru, em Lima, e dia 19, contra Uruguai, em Curitiba. "Vou tentar arrumar uma brecha aí, mas o Américo (Faria, supervisor de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol - CBF) veio conversando comigo durante o vôo e disse que será muito difícil ", contou Gomes. "Vamos precisar conversar com os clubes e ver se eles vão liberar os jogadores." Américo Faria não escondeu o pessimismo quanto à possibilidade da realização dos amistosos para a sub-23. O dirigente revelou que sua intenção será a de trabalhar para conseguir reunir a delegação num período de treinamentos em dezembro. Esta iniciativa, no entanto, pode criar outro problema, já que o Brasileiro termina no dia 14 e os jogadores teriam, no máximo, uma semana de férias. Sobre a Copa Ouro, apesar da derrota na final, Gomes avaliou positivamente a participação da seleção sub-23, principalmente, porque pôde trabalhar o grupo por 20 dias, o que gerou uma certeza no treinador: 80% dos atletas garantiram vaga entre os convocados para a disputa do Torneio Pré-Olímpico. "Eu tenho a certeza que se a final tivesse sido disputada em Miami, nosso rendimento seria superior e teríamos conquistado título. Jogamos debilitados fisicamente, por causa da altitude", afirmou o técnico. "Consegui fazer as observações que precisava e já tenho 80% do grupo que vai ao Pré-Olímpico." Para os meias Kaká e Diego e o atacante Robinho, Gomes reservou elogios e já assegurou a presença dos três nas próximas convocações. Lembrou, ainda, que o atacante santista não vem atravessando uma boa fase, mas que "o fato é compreensível e seu rendimento na Copa Ouro foi satisfatório". Já ao meia são-paulinho se referiu com bastante euforia, por causa de seus desempenhos. Outros atletas que tiveram bom conceito com o técnico da seleção sub-23 foram o goleiro Gomes, o lateral Adriano, o atacante Nilmar. E o treinador ainda sinalizou que mais três jogadores integram o grupo de selecionáveis para a disputa do Torneio Pré-Olímpico dos Jogos de Atenas, apesar da ausência deles na Copa Ouro: o zagueiro Adriano, do Grêmio; além dos meias Marcinho, do São Caetano, e Paulinho, do Atlético-MG.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.