Sub-23 só deve ter 2 atacantes na estréia

A seleção sub-23 saiu do Brasil escalada para a estréia no Pré-Olímpico, quarta-feira, contra a Venezuela, mas o primeiro coletivo realizado no Chile, neste domingo, criou uma dúvida para o técnico Ricardo Gomes. Ele pode abandonar o esquema com três atacantes e montar o meio-de-campo com quatro jogadores, trocando Daniel Carvalho por Wendell. ?Vou testar as duas formações no coletivo desta segunda-feira à tarde e então definirei o time.? O coletivo durou 60 minutos e terminou sem gols. Wendell, que nos primeiros 40 minutos treinou como lateral-esquerdo no time reserva, ganhou pontos com o treinador por ter deixado a equipe mais ?arrumada? na hora de se defender. ?Montei o time reserva para treinar da maneira que espero encontrar os nossos adversários na competição: fechadinho atrás e saindo com lançamentos longos nas costas dos laterais. Minha intenção era ver se a equipe principal conseguia se recompor rapidamente quando perdesse a bola. Os reservas fizeram bem o seu papel e mostraram que temos um problema na hora de organizar o time para defender. Demos muito espaço e os reservas chegaram com facilidade na área. Podemos ter dificuldades para encontrar espaços quando atacarmos, mas não podemos ter buracos na defesa quando perdermos a bola.? Quando Wendell entrou, a equipe ficou mais encorpada. Paulo Almeida marcava pelo centro, Elano pela direita e o jogador do Cruzeiro pela esquerda. Diego transformou-se no ?número 1? e no ataque ficaram Robinho e Dagoberto. Ricardo Gomes detectou outro problema na equipe: a falta de peso dentro da área. Como os atacantes são homens de velocidade e habilidade, não há uma referência na área para o caso de o time precisar recorrer ao jogo aéreo - o que pode acontecer se as jogadas individuais ou tabelinhas não estiverem saindo.Este é um problema antigo do time, que se manifestou já na Copa Ouro - em julho, no México e nos Estados Unidos. Naquele torneio, o problema foi amenizado por causa da presença de Kaká, um meia que chega com muita força na área e finaliza bem. Sem o jogador do Milan, a situação se complicou. ?Temos esses dois problemas para corrigir. Tivemos pouco tempo de treinamento e o time está em formação, por isso é perfeitamente natural que aonteçam falhas.? O homem de área que Ricardo Gomes gostaria de ter é Adriano, mas o jogador do Parma sofreu uma grave lesão muscular na coxa esquerda há dois meses e ficou fora dos planos. No grupo que está em Concepción, o jogador com característica de jogar dentro da área, enfrentar os zagueiros no corpo a corpo e fazer gols de cabeça é Marcel, do Coritiba. Por isso, ele superou Nilmar como primeira opção para o ataque entre os reservas. Apesar da falta de contundência ofensiva, o time titular conseguiu mandar três bolas na trave no treino deste domingo. A primeira foi com Robinho, depois de receber um passe em profundidade de Maxwell; a segunda, com Diego após bela jogada individual; e a última com Maicon, que foi lançado por Dagoberto e acertou uma bomba no poste esquerdo. Maxwell e Elano foram os destaques do time titular. Entre os reservas, os melhores foram o zagueiro Adaílton, o volante Dudu Cearense e o meia Paulinho, que arrancou aplausos dos torcedores por seus dribles em velocidade. O coletivo deste domingo foi realizado no estádio do Huachipato. Foi o primeiro treino da equipe no campo principal do clube.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2004 | 20h32

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