FABRICE COFFRINI | AFP
FABRICE COFFRINI | AFP

Sucessão de Joseph Blatter na Fifa tem oito candidatos

Zico, no entanto, não consegue apoios e está fora da disputa; luta pelo poder na entidade nunca foi tão concorrida

Jamil Chade, CORRESPONDENTE EM GENEBRA, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2015 | 07h00

Numa corrida pelo poder sem precedentes na Fifa, oito candidatos vão disputar a presidência da entidade na eleição de 26 de fevereiro próximo. Zico está fora da disputa. O brasileiro não conseguiu os cinco apoios necessários para concorrer. 

Com nomes sob suspeita e candidatos financiados por dirigentes afastados por corrupção, a eleição que busca uma pessoa para restabelecer a credibilidade da Fifa não tem, hoje, favoritos. Michel Platini, que era o nome mais forte à sucessão de Joseph Blatter, foi suspenso por 90 dias diante de suspeitas por causa de um pagamento de US$ 2 milhões feitos a ele pela Fifa. Enquanto seu processo não for julgado, não pode fazer campanha.

Zico ficou desapontado. Sem o apoio do Brasil, não conseguiu as cinco cartas de recomendação para participar do processo. “Não foi possível conseguir as cinco cartas”, disse, em declarações à Rádio Globo. Segundo ele, sua campanha chegou a ter seis promessas de apoio. “Mas houve uma reviravolta.”

A CORRIDA ESTÁ ABERTA

Um dos nomes de maior influência passou a ser o do xeque Salman Al Khalifa, do Bahrein, presidente da Confederação Asiática. Tem capacidade de reunir dezenas de votos e um amplo cofre para financiar sua campanha. Mas seu envolvimento na repressão contra dissidentes no Bahrein e a prisão de 150 esportistas e técnicos por protestarem por maior democracia o colocaram em uma lista negra entre entidades de direitos humanos.

O limbo vivido por Platini obrigou a Uefa a lançar seu secretário-geral, o suíço Gianni Infantino, na corrida. Braço direito do francês por seis anos, foi ele quem tocou o dia a dia da entidade em sua maior explosão de renda. Ontem, a Uefa o classificou como “administrador de primeira linha” e homem “ideal” para fazer as reformas na Fifa.

O sul-africano Tokyo Sexwale, ex-prisioneiro da Ilha de Robin ao lado de Nelson Mandela, promete garantir que a Fifa não seja dominada pelos interesses europeus. Musa Bility, da Libéria, padece por falta apoio.

O príncipe Ali Bin Hussein, da Jordânia, se apresenta como alguém disposto a reformar a Fifa. Ele teve o apoio da Europa em maio nas eleições. Foi derrotado por Blatter. Quem também assegurou sua candidatura foi David Nakhid, ex-jogador de Trinidad e Tobago e visto como “laranja” de Jack Warner, o ex-cartola do país caribenho acusado de corrupção.

O ex-diplomata francês Jerome Champagne foi o único a apresentar de fato um plano de governo para reformar a Fifa. Ele se beneficia de amplo conhecimento dos bastidores do futebol. Atuou por anos como assessor da entidade.

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