Maxim Zmeyev/Reuters
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Suíça condena Valcke e absolve presidente do PSG em caso sobre direitos de TV

Ex-secretário foi acusado de falsificar documentos vinculados aos acordos de transmissão na Itália e na Grécia durante a Copa do Mundo

Redação, Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2020 | 13h32

Ex-secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke foi condenado nesta sexta-feira em um caso de corrupção envolvendo a negociação dos direitos de transmissão da Copa do Mundo, embora por um crime menor, enquanto o presidente do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi, acabou sendo absolvido.

Valcke foi considerado culpado pela falsificação de documentos vinculados aos acordos de transmissão na Itália e na Grécia da Copa do Mundo. Ele foi absolvido de aceitar subornos e má gestão criminosa enquanto era secretário-geral da Fifa, entre 2007 e 2015.

Por causa disso, foi condenado a 120 dias de pena suspensa (não vai para a cadeia) e a restituir a Fifa em 1,75 milhão de euros (aproximadamente R$ 11,8 milhões). Os promotores pediam uma sentença de três anos.

Al-Khelaifi, que além de presidir o PSG é CEO do BeIN Sports, grupo de mídia do governo do Catar, foi inocentado da acusação de incitar Valcke a cometer má gestão criminal agravada.

Essa acusação estava ligada ao uso por Valcke de uma casa de férias na Itália cerca de seis anos atrás. Na época, a Fifa renovou o acordo pelos direitos da Copa do Mundo no Oriente Médio e no norte da África para a emissora liderada por al-Khelaifi.

"Isso restaura minha fé no estado de direito e no devido processo, após quatro anos de acusações infundadas, fictícias e manchas constantes da minha reputação", disse o presidente do PSG.

Um terceiro réu, o executivo de uma agência de marketing grega Dinos Deris, foi absolvido sob acusações de corrupção ativa com Valcke a incitá-lo.

A condenação de Valcke, ainda que sob outra acusação, é a primeira dele após o início de investigações pela promotoria sobre corrupção na Fifa e no futebol internacional, iniciadas há seis anos.

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