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Suíça quer decidir sobre extradição de dirigentes da Fifa em setembro

Entre os acusados está o ex-presidente da CBF, José Maria Marin

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25 de agosto de 2015 | 16h26

Autoridades suíças pretendem decidir em setembro se irão extraditar seis dirigentes da Fifa para que sejam julgados por corrupção nos Estados Unidos, informou o porta-voz do Ministério da Justiça do país.

Os acusados, entre eles o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, estão sob custódia e seus advogados tentam evitar a extradição. Eles terão 30 dias para apelar das decisões junto ao Tribunal Federal Criminal em Bellinzona, um processo que poderia levar meses.

"Recebemos todas as respostas. Agora podemos examinar se foram cumpridas as condições para se conceder extradição e tomar nossa decisão", declarou o porta-voz, Folco Galli, à Reuters.

"As primeiras decisões devem sair em setembro", afirmou ele na noite de segunda-feira em seu gabinete na capital suíça.

A extradição é permitida se um suposto delito for punível com pelo menos um ano de prisão nos termos das leis suíça e norte-americana. As autoridades suíças precisam decidir se essa regra de "criminalidade dupla" foi cumprida, e não sobre a culpa ou inocência dos réus.

Vários dirigentes da Fifa estão entre os 14 indiciados nos Estados Unidos no fim de maio por propina, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica envolvendo pagamentos de mais de 150 milhões de dólares.

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