Dimitar Dilkoff/AFP
Dimitar Dilkoff/AFP

Suíça joga por empate contra Costa Rica para avançar às oitavas

Contra adversário já eliminado, suíços buscam vaga em Nijni Novgorod

Ricardo Magatti, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 05h00

A seleção Suíça entra em campo nesta quarta-feira, às 15 horas (de Brasília), precisando de um empate contra a já eliminada Costa Rica para confirmar um lugar nas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. O duelo será disputado em Nijni Novgorod e marca o encerramento, junto com o jogo do Brasil contra a Sérvia, do Grupo E.

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Com um empate contra a seleção brasileira e uma vitória de virada sobre a Sérvia, os suíços somam quatro pontos e estão na segunda posição da chave, atrás do Brasil, que também joga por um empate para ir ao mata-mata. Para terminar na ponta, a seleção europeia precisa vencer os costa-riquenhos e torcer para que os brasileiros tropecem diante da Sérvia, em jogo que será em Moscou, no mesmo dia e horário.

A Costa Rica, por sua vez, não repetiu o desempenho da Copa de 2014, no Brasil, onde surpreendeu e chegou às quartas de final, e, com duas derrotas, já não tem mais chances de seguir no torneio. Resta se despedir do torneio com dignidade.

Além dos primeiros pontos, os costa-riquenhos buscam o primeiro gol na Rússia. Com os gols do Peru na vitória por 2 a 0 sobre a Austrália nesta terça, a seleção da América Central é a única que ainda não balançou as redes na competição. São cinco jogos sem vitória - considerando o Mundial passado - e 368 minutos sem marcar um gol.

 

O técnico da Suíça, Vladimir Petkovic, não confirmou qual será a escalação para o duelo decisivo. Ele disse apenas que não vai preservar nenhum jogador e que a equipe jogará a partida, a qual ele considerou difícil pelo fato de o rival jogar sem pressão, focada em terminar na primeira colocação da chave.

"Queremos vencer a Costa Rica e possivelmente terminar em primeiro do grupo. Não sei ainda qual será a escalação, mas terá todos os jogadores em que confio e podem ajudar a trazer os três pontos", comentou. "É um adversário que não quer ir para casa sem somar pontos. Entrarão sem pressão e farão tudo para conquistar seus primeiros pontos", completou o treinador.

Tanto Petkovic quanto os jogadores fizeram questão de minimizar as comemorações de cunho político de Xhaka e Shaqiri na vitória sobre a Sérvia. Os dois fizeram gestos imitando um pássaro em referência à águia negra de duas cabeças presente na bandeira da Albânia. A dupla escapou de punição, mas foram multados pela Fifa em 10 mil francos suíços (cerca de R$ 38 mil).

Shaqiri nasceu no Kosovo, que tem a maioria da população albanesa. Já Xhaka é filho de pais kosovares. O Kosovo fica dentro do território sérvio e declarou independência de forma unilateral em 2008. Os sérvios, porém, não reconhecem a separação.

O técnico Óscar Ramírez ressaltou os pontos positivos do adversário suíço, que, segundo ele, tem um jogo coletivo forte e um meio de campo capaz de decidir partidas, com Xhaka e Shaqiri. "A Suíça é uma seleção com uma dinâmica coletiva importante. Tem muita variação nos movimentos com meio-campo um armado como Xhaka e Shaqiri. Tem jogado muito bem. É a sexta do mundo e tem que pontuar", disse.

Ramírez, que disse ter a intenção de permanecer no comando da seleção após dos resultados ruins seguidos que trouxeram até ameaças de morte a ele, fará mudanças na equipe em razão do cansaço de alguns atletas. Ele revelou que o zagueiro Kendall Waston será um dos que entrarão no time titular. Kendall salientou a importância de se despedir do torneio de forma positiva.

"Pressão maior que isso não podemos ter. Porque simplesmente queremos sair com algo positivo. Temos que fazer gols para ganhar. Essa é a nossa mentalidade. Acabar essa fase, esse processo com um ganho positivo para o grupo e tomara que seja possível", concluiu o zagueiro.

 

 

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