Suíça quer aproveitar "viúvas da Copa" para lucrar

Um país europeu decidiu que quer lucrar com a Copa. Mas de uma forma inusitada. No próximo mês, o Mundial irá atrair milhões de homens para as televisões durante as partidas, além dos sortudos que poderão estar na Alemanha para acompanhar suas seleções. Enquanto esse homens se concentram no futebol, a Suíça sugere que as ?viúvas da Copa?, ou seja as esposas e namoradas desses torcedores, aproveitem esse período para viajar e conhecer o país do chocolate, dos queijos e das montanhas. Uma campanha oficial do governo para atrair turistas para o país foi lançada e visa conquistar exatamente aquelas pessoas que não gostam de futebol ou que foram abandonadas por torcedores. O problema, para críticos da campanha, é que a publicidade é baseada em mostrar homens nas montanhas suíças supostamente para atrair as ?viúvas da Copa?. Segundo a publicidade, esses homens tratariam as turistas de forma exemplar e ainda não as trocariam pelo futebol. "Senhoritas, passem o verão da Copa do Mundo nas montanhas suíças. Lá, onde os homens prestam menos atenção no futebol, mas um pouco mais em vocês", afirma a publicidade veiculada, mostrando modelos trabalhando nas fazendas e nos Alpes. Vários anúncios ainda foram colocados em jornais do resto da Europa com o mesmo tema. Os suíços estariam incentivando a infidelidade? Os autores da campanha garantem que não e que o recurso foi apenas uma forma bem humorada para atrair a atenção dos turistas que não gostam de futebol. Já outros acusam o próprio governo de ter financiado uma campanha baseada no turismo sexual, o que é também negado pelos publicitários. A realidade é que, na Suíça, o futebol não move multidões como nos demais países europeus. Por sua calma, várias seleções escolheram permanecer na Suíça antes do Mundial para se preparar, entre elas Alemanha, Brasil, Argentina e Irã. O que talvez as agências de propaganda tenham esquecido é de que, pela primeira vez desde 1994, a seleção suíça conseguiu se classificar para uma Copa do Mundo.

Agencia Estado,

15 Maio 2006 | 08h12

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