Ivan Alvarado/Reuters
Ivan Alvarado/Reuters

Suíça só empata com a Costa Rica, avança como vice-líder e vai encarar a Suécia

Suíços encerram a primeira fase com cinco pontos conquistados após empate por 2 a 2

Ricardo Magatti, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 17h28

A Suíça não precisou vencer para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Os suíços só empataram por 2 a 2 com a já eliminada Costa Rica nesta quarta-feira, no Nijni Novgorod Stadium, mas estão no mata-mata graças à seleção brasileira, que venceu a Sérvia por 2 a 0 no outro jogo que fechou o Grupo E da competição.

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Já eliminados e sem pressão nas costas, os costarriquenhos foram superiores aos suíços e só não conquistaram sua primeira vitória neste Mundial em razão da pontaria não tão afiada e da grande atuação do goleiro Sommer.

Dzemaili e Drmic marcaram para os suíços, enquanto Waston fez o primeiro gol da Costa Rica no torneio. O segundo foi contra, do goleiro Sommer, que teve azar no gol que selou o empate ao ver a cobrança de pênalti de Bryan Ruiz explodir na trave e bater em sua cabeça antes de entrar. 

Classificado ao mata-mata na segunda posição de sua chave, a Suíça enfrentará nas oitavas de final a Suécia, primeira colocada do Grupo F, que horas mais cedo derrotou o México por 3 a 0 para assegurar este posto. O confronto será na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em São Petersburgo. 

Esta é a segunda vez seguida que os suíços passam à fase seguinte do Mundial. Na Copa de 2014, no Brasil, foi eliminada nas oitavas de final pela Argentina. O desafio, agora, é tentar passar das oitavas e repetir a melhor campanha de sua história, conquistada em 1954, quando sediou o torneio e chegou às quartas de final. 

A Costa Rica, por sua vez, não foi a sensação da Copa como no Brasil, em 2014, quando eliminou gigantes como Inglaterra e Itália e chegou até as quartas de final, mas ao menos encerrou o jejum de gols e se despediu da Rússia com uma imagem melhor ao levar um ponto para a casa.

O JOGO

Os obstáculos da Costa Rica nesta Copa vão além das limitações técnicas e da falta de alternativas para vencer uma partida. A má pontaria e até mesmo o azar impediram que os costarriquenhos terminassem a primeira etapa em Nijni Novgorod na frente do placar. 

Com três mudanças em relação ao time que foi derrotado pelo Brasil - Waston na zaga, Colindres no meio e Campbell no ataque -, mas com o mesmo esquema de jogo, o 5-4-1, a seleção da Costa Rica começou a partida leve, sem medo de atacar e disposta a se despedir do Mundial de maneira positiva. Tanto que chegou quatro vezes com perigo no gol suíço logos no primeiros minutos.

O travessão, em chute de Colindres, e o goleiro Sommer impediram que a equipe da América Central marcasse seu primeiro gol na Copa. Sommer protagonizou três defesas seguidas em chutes de Campbell, Borges e Gamboa e salvou os suíços, que acordaram no jogo depois dos sustos iniciais e castigaram o adversário.

 

Objetiva, a Suíça chegou ao seu gol com Dzemaili. Aos 30 minutos, o meia recebeu passe de cabeça de Embolo dentro da área e chutou de primeira, com raiva, para estufar a rede de Navas e colocar os suíços bem perto da vaga na próxima fase.

A história na etapa final, entretanto, foi um pouco diferente. Depois de tanto insistir, os costarriquenhos, enfim, foram recompensados. Waston, em sua estreia no Mundial, subiu mais alto que a zaga adversária e marcou de cabeça o primeiro gol de sua seleção na Rússia. 

Após o empate, o jogo entrou em banho-maria. As duas seleções mostraram certa satisfação com o resultado, já que a Suíça estava classificada enquanto o Brasil já vencia a Sérvia, enquanto a Costa Rica parecia contente em ao menos não dar adeus ao Mundial com derrota. 

Porém, quando o 1 a 1 parecia perdurar no placar, o jogo ganhou novo ânimo com as substituições dos dois treinadores. A Suíça mostrou eficiência em um dos poucos ataques no segundo tempo e passou na frente do placar com Drmic, que deixou o banco para acertar chute de primeira no canto esquerdo de Navas aos 42 minutos.

A equipe costarriquenha respondeu rápido. Dois minutos depois, o árbitro deu pênalti sofrido por Bryan Ruiz, mas o juiz reviu o lance no árbitro de vídeo e anulou a marcação, pois o meia estava em posição de impedimento. Aos 47, Campbell foi derrubado na área e o árbitro desta vez não voltou atrás. Bryan Ruiz acertou a cobrança no travessão, mas teve sorte ao ver a bola bater na cabeça do goleiro Sommer e entrar. No final, as duas seleções saíram satisfeitas com o empate.

FICHA TÉCNICA

SUÍÇA 2 x 2 COSTA RICA

SUÍÇA - Sommer; Lichtsteiner, Schar, Akanji e Ricardo Rodriguez; Behrami (Zakaria), Xhaka, Shaqiri (Lang), Dzemaili e Embolo; Gavranovic (Drmic). Técnico: Vladimir Petkovic.

COSTA RICA - Navas; Gamboa (Smith), Gonzalez, Acosta, Waston e Oviedo; Borges, Guzmán,(Azofeifa), Colindres (Rodney Wallace) e Bryan Ruiz; Campbell. Técnico: Óscar Ramírez.

GOLS - Dzemaili, aos 30 minutos do primeiro tempo; Waston, aos 11, Dmric, aos 43, e Sommer (contra), aos 47 minutos do segundo tempo. 

ÁRBITRO - Clement Turpin (Fifa/França).

CARTÕES AMARELOS - Lichtsteiner, Zakaria e Schar (Suíça); Gamboa, Campbell e Waston (Costa Rica).

PÚBLICO -  43.319 torcedores.

LOCAL - Nijni Novgorod Stadium, em Nijni Novgorod (Rússia).

 

 

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