Eduardo Nicolau/Estadão
Eduardo Nicolau/Estadão

Suíço admite excesso de faltas em Neymar, mas ironiza brasileiro: 'Ele cai muito'

Gelson Fernandes fala sobre a atuação do craque brasileiro em empate

Leandro Silveira, enviado especial / Rostov, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2018 | 21h26

O empate do Brasil com a Suíça passou pelo êxito na estratégia dos adversários de não darem espaço a Neymar, o principal jogador da seleção. Só que os suíços também abusaram do antijogo na marcação ao atacante brasileiro, que sofreu dez faltas durante todo o confronto deste domingo, disputado na Arena Rostov, e válido pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo da Rússia.

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Na Suíça, porém, houve a avaliação de que o árbitro mexicano Cesar Ramos exagerou na marcação de faltas sobre o craque do Paris Saint-Germain, que abusou do individualismo em alguns lances da partida. "Foi um pouco acima (o número de faltas), mas ele cai muito. Sete ou oito foram falta. É craque e temos que tentar parar o craque", justificou, em tom irônico, o meio-campista Gelson Fernandes.

Na véspera do confronto com o Brasil, o técnico Vladimir Petkovic assegurou que a Suíça não jogaria pelo empate, pois este seria um resultado "pela metade". O que se viu em campo, porém, foi uma equipe que tratou de valorizar a igualdade alcançada no início da etapa final, após ir ao intervalo perdendo graças ao golaço marcado por Philippe Coutinho.

Gelson Fernandes reconheceu que a igualdade foi celebrada pela Suíça, pois a deixa em boas condições na briga por uma vaga nas oitavas de final, ainda mais por já ter enfrentado o Brasil, seleção considerada a mais forte da chave. "É uma boa metade. Começar sem perder é importante", comentou o cabo-verdiano naturalizado suíço, que hoje defende o Eintracht Frankfurt.

 

O meio-campista também destacou a importância do duelo da próxima sexta-feira com a Sérvia, que derrotou a Costa Rica por 1 a 0, neste domingo, e lidera o Grupo E com três pontos. Além disso, apontou que o empate com o Brasil deixa imprevisível a definição dos classificados às oitavas de final. "Contra um adversário como o Brasil, também se precisa de um pouco de sorte. E esse resultado deixa o grupo muito aberto. O próximo jogo será difícil para nós", comentou.

O empate com o Brasil confirmou que a Suíça é uma seleção difícil de ser batida, tanto que ainda não perdeu em 2018 e recentemente, na preparação para a Copa do Mundo, também ficou no 1 a 1 em amistoso em Villarreal contra a seleção espanhola. Gelson Fernandes evitou comentar sobre qual é a meta da sua equipe na Rússia, mas assegurou que ele e seus companheiros podem seguir surpreendendo rivais mais renomados. "Difícil falar onde vamos chegar, mas vamos trabalhando", concluiu.

 

 

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