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Superclássico das Américas: a 'Batalha de Rosario' de 1978

Brasil e Argentina empataram antes da polêmica dos 6 a 0 no Peru

Igor Ferraz, O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2015 | 13h59

Em 1978, como em muitos países da América do Sul, a Argentina vivia um duro regime militar, comandado pelo general Jorge Rafael Videla. Assim como em muitos regimes autoritários, o futebol era tido como um eficiente meio de propaganda e de 'distração' para o povo. A Copa do Mundo daquele ano, no país vizinho, foi vivida sob este clima.

Na segunda fase da competição, Brasil, Argentina, Peru e Polônia caíram no mesmo grupo e apenas um se classificaria para a final. No dia 18 de junho, as duas maiores equipes das Américas se enfrentaram no Estádio Gigante de Arroyito, no jogo que ficou conhecido como 'a batalha de Rosário'.

Os jogadores brasileiros já chegaram ao estádio sentindo a pressão. Os torcedores argentinos formaram um 'corredor polonês' para a recepção da seleção brasileira. A Argentina precisava vencer para ultrapassar os rivais na classificação do grupo. Porém, na partida, que terminou em 0 a 0, faltaram gols, mas não faltou violência.

Foi um festival de pontapés e cotoveladas de ambos os lados. Chicão, ex-volante do São Paulo, foi escalado naquela partida justamente por seu estilo vigoroso de entrar nas jogadas. Encarregado de marcar o craque adversário, Mario Kempes, cumpriu bem sua função e não deixou o atacante participar do jogo. Em outro momento, o zagueiro Oscar recebeu uma cotovelada do centroavante Leopoldo Luque.

Com o empate no placar, restava às duas seleções buscar a classificação na última rodada. No dia 21 de junho, o Brasil recebeu a Polônia e encaminhou a classificação à final ao vencer por 3 a 1. Porém, os brasileiros não contavam com uma das partidas mais polêmicas da história dos Mundiais: horas depois, a Argentina venceu o Peru por 6 a 0 e avançou no saldo de gols. Até hoje, o jogo é alvo de muita discussão, já que os peruanos, supostamente, teriam 'entregado' o placar. Antes da partida, o próprio general Jorge Videla e o diplomata dos EUA Henry Kissinger estiveram presentes no vestiário do Peru e bateram um papo 'misterioso' com os jogadores.

Nesta quinta-feira, Brasil e Argentina voltam a se enfrentar, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. A Argentina não terá craques como Lionel Messi e Sergio Agüero. O Brasil, por sua vez, aposta no retorno de Neymar, que vive ótima fase no Barcelona.

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