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Superclássico das Américas: 'Capricha, Adriano!'

Em 2004, Brasil foi campeão da Copa América sobre a Argentina

Igor Ferraz, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2015 | 14h41

A final da Copa América de 2004, disputada no Peru, foi a primeira edição da história decidida no clássico entre Brasil e Argentina. O jogo foi disputado dia 25 de julho, em Lima, e gerava muita expectativa. Porém, ninguém esperava a carga de emoção que aquela partida guardava.

Naquela ocasião, muitos dos astros do time brasileiro pediram dispensa do torneio após a temporada europeia, casos de Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Por isso, boa parte das esperanças brasileiras estavam depositadas em Adriano, nome que ainda começava a se destacar na seleção. O time ainda contava com Júlio César, Luis Fabiano, Alex, Ricardo Oliveira e Vagner Love.

A Argentina, por sua vez, vinha forte para a briga pelo título. Aquela equipe era comandada por 'promessas' como Javier Mascherano, Andrés D'Alessandro e Carlos Tévez, que viriam a ser conhecidos do torcedor brasileiro. Além deles, o time contava com Sorín, Saviola, Zanetti e Kily González e era treinado por Marcelo 'El Loco' Bielsa.

Logo no início do jogo em Lima, a Argentina ensaiava uma pressão que não demorou a dar resultado: aos 20 minutos, Maicon errou uma saída de bola, o meia Lucho González tabelou com Tévez e sofreu pênalti de Luisão. Penalidade convertida por Delgado, que fez 1 a 0. Nos acréscimos do primeiro tempo, o camisa 10 Alex cruzou a bola na cabeça do próprio Luisão em cobrança de falta, e o zagueiro se redimiu empatando o jogo.

Porém, aos 42 minutos do segundo tempo, um duro golpe para o time brasileiro: Delgado aproveitou falha do volante Renato (atualmente no Santos) e fez 2 a 1. Nos minutos finais, Tévez começou a passar o pé por cima da bola perto da bandeira de escanteio para gastar tempo, o que irritou os brasileiros e o técnico Parreira, mas não adiantou muito. 

Isso porque, aos 48 minutos, o meia Diego alçou a bola na área, Luis Fabiano ganhou da zaga e a bola sobrou para Adriano. Com muita classe, o atacante fez uma embaixadinha e, sem deixar a bola cair, fuzilou, levando o jogo para os pênaltis. Um golaço que ainda perdura na memória do torcedor brasileiro e que consagrou Adriano Imperador. Nos pênaltis, Adriano, Edu Gaspar, Diego e Juan converteram suas cobranças. D'Alessandro e Heinze erraram para os rivais e o Brasil conquistou seu sétimo título de Copa América, justamente sobre o maior rival e com direito a gol no último minuto.

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