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Superclássico das Américas: goleada imperial na Alemanha

Em 2005, Brasil fez 4 a 1 na Argentina na final das Confederações

Igor Ferraz, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 14h07

Um ano depois da final da Copa América, Brasil e Argentina voltaram a se enfrentar em uma final na Copa das Confederações de 2005, jogada na Alemanha. A partida foi disputada no dia 29 de junho daquele ano, em Frankfurt, e significou uma das maiores superioridades de uma equipe sobre a outra na história do clássico.

Ao contrário da Copa América do ano anterior, a grande maioria dos craques do time brasileiro estava na competição. Com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano, o Brasil estava bem munido no ataque, apesar da ausência de Ronaldo Fenômeno. Os 'hermanos', por sua vez, apostavam no meia Riquelme, que vivia grande fase.

Curiosamente, o Brasil começou mal a competição. Após bater a modesta Grécia por 3 a 0, perdeu para o México (1 a 0) e empatou com o Japão (2 a 2), se classificando em segundo lugar do grupo, atrás dos mexicanos e à frente dos japoneses no saldo de gols. Na fase seguinte, porém, a seleção surpreendeu ao eliminar a favorita e anfitriã Alemanha, em um grande jogo que terminou em 3 a 2. Os argentinos, enquanto isso, eliminavam o México nos pênaltis na outra semifinal.

Na decisão, demorou apenas 11 minutos para o 'carrasco' da Argentina reaparecer: Adriano, o Imperador, recebeu de Kaká, cortou para o meio deixando o zagueiro no chão e soltou um canhão de fora da área. 1 a 0 para o Brasil. Cinco minutos depois, foi Kaká quem recebeu na entrada da área e também marcou um golaço com um chute no ângulo, a seu estilo.

O goleiro Dida só foi fazer sua primeira defesa já no final do primeiro tempo. Logo aos dois minutos do segundo tempo, Cicinho, ex-São Paulo, achou Ronaldinho livre na área para fazer 3 a 0, praticamente liquidando a Argentina. Com muita habilidade e passes envolventes, os atacantes brasileiros, inspirados, não deixavam a bola sair do campo de ataque. Como se não bastasse, Cicinho, de novo, colocou na cabeça de Adriano aos 18 minutos. Incríveis 4 a 0 para o Brasil.

O gol de Aimar, de peixinho, logo depois, não chegou nem perto de frustrar a conquista do time de Carlos Alberto Parreira, que conquistava sua primeira Copa das Confederações e chegaria como grande favorito à conquista da Copa do Mundo de 2006, também realizada na Alemanha.

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