Marcos Brindicci/Reuters
Marcos Brindicci/Reuters

'Superclássico do ano' define vaga nas quartas da Libertadores

Boca x River é o jogo que vai parar a Argentina esta noite

O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2015 | 07h00

Boca Juniors e River Plate disputam nesta quinta-feira, às 21 horas, o segundo Superclássico em uma semana. Nas palavras da imprensa argentina, é o jogo do ano. Trata-se da partida de volta das oitavas de final da Copa Libertadores. No primeiro jogo, no Monumental de Nuñez, deu River: 1 a 0. 

Nesta quinta-feira, em La Bombonera, o Boca precisa de vitória por dois gols para se classificar às quartas de final no tempo normal.  “Prefiro definir jogando como mandante porque tenho o apoio da minha torcida. Vamos ganhar e será uma linda guerra desportiva”, afirmou o técnico do Boca, Rodolfo Arruabarrena.


Marcelo Gallardo, técnico do River, admitiu que, por ter a vantagem a seu favor, sua equipe busca marcar um gol. “Nosso rival teria de marcar três.” Gallardo se refere ao valor do gol fora de casa. Como o Boca não marcou no Monumental, um golzinho do River em La Bombonera pode modificar completamente o curso do jogo.

Pelo caráter decisivo, o Superclássico desta noite será o mais acirrado dos últimos tempos. Quem assistiu ao jogo da semana passada pode imaginar como será disputado este Superclássico.

Semana passada, o clima esquentou nas arquibancadas e, principalmente, no gramado. Jogadas ríspidas, duras e algumas até violentas. Muitas vezes o futebol foi deixado de lado. Em um desses lances polêmicos e desleais, Teo Gutiérrez acertou Burdisso e foi expulso. Por isso ele não atua na partida desta quinta. É um desfalque e tanto para Gallardo.

Por tudo que aconteceu, a pressão recairá ao árbitro argentino Darío Herrera, de 30 anos. Ele nunca apitou um Superclássico. Sua indicação foi uma surpresa porque todos esperavam que Néstor Pitana, com experiência em Copa do Mundo, fosse apitar o jogo.

A La Bombonera estará lotada. O torcida xeneize esgotou todos os ingressos. A procura foi tamanha que se criou um mercado negro da internet para revenda de bilhetes – cobra-se até R$ 7 mil por uma entrada.

MISTÉRIO

Prática comum em jogos decisivos, os técnicos das duas equipes não confirmaram as escalações. No Boca, Lodero, ex-Corinthians, e César Meli brigam por uma vaga no meio de campo.  Daniel Osvaldo será a referência no ataque e terá a companhia de Cristian Pavón e Federico Carrizo.

Do lado do River, Gallardo também não revelou como montará seu ataque sem a presença de Teo Gutiérrez. Lucas Boyé, Sebastián Driussi e Fernando Cavenaghi são as opções para jogar ao lado do uruguaio Rodrigo Mora.

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