JF Diorio/Estadão
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'Supergramado' do Palmeiras passa sem problemas em estreia

Campo está em boas condições para jogo contra o Peñarol

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2017 | 22h40

O gramado plantado às vésperas do jogo entre Palmeiras e Peñarol, no Allianz Parque, nesta quarta-feira, passou sem problemas pela estreia. As equipes jogaram pela Copa Libertadores menos de três dias depois da instalação do piso, que apesar do pouco tempo, se manteve firme, estava com bom aspecto e não atrapalhou o futebol das equipes.

O campo da arena palmeirense já recebeu críticas em outras ocasiões pela aparência amarelada e conservação ruim, frutos da intensa agenda conciliada por partidas e shows. Um dos ataques veio no ano passado, pelo então técnico Cuca. Esses problemas levaram o Allianz Parque a escolher uma técnica de plantio, realizada pela segunda vez no Brasil.

O gramado foi plantado em apenas três dias, com o início da operação na sexta, às 23h, e o fim na segunda-feira, por volta das 2h da madrugada. A rápida colocação se deu graças a uma nova técnica, em que a grama foi retirada da lavoura em um corte de 3 cm de espessura, contra 1 cm do método tradicional. Essa alteração permite um melhor aproveitamento do solo e a fixação plena do campo em 48h. 

O custo da operação foi de R$ 300 mil. A tática foi adotada pelo Allianz Parque para conseguir conciliar o calendário de shows com o de futebol. Na última semana, por exemplo, a arena recebeu duas apresentações. Ao todo, durante 2017, cerca de 16 artistas devem realizar shows no estádio palmeirense.

O novo piso teve o primeiro teste na terça, véspera do jogo. O Palmeiras pediu para treinar no local e fez a atividade horas antes de o Peñarol realizar o trabalho de reconhecimento. Os uruguaios elogiaram depois a qualidade do campo. A exposição às chuteiras, bolas e saltos foram o primeiro desafio de durabilidade do gramado depois de menos de 48 horas do fim do trabalho de plantio.

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