Superstição é a arma do Olimpia

O zagueiro Henrique garante: nem todo o Brasil vai torcer pelo São Caetano na decisão da Copa Libertadores. ?Vamos ter exceções: eu e mais meia dúzia de pessoas da minha família lá em Cabo Frio (RJ)?, diz com humor o ex-jogador do Atlético-MG que defende o Olimpia, do Paraguai, adversário do time do ABC na decisão do título, quarta-feira, no Pacaembu. Henrique, que chega nesta segunda-feira a capital, não se intimida com o otimismo no Brasil após a vitória do São Caetano por 1 a 0 na última quarta-feira, em Assunção. ?Acho que o Olimpia tem todas as condições de conseguir uma vitória no Pacaembu, até porque nosso time não jogou bem a primeira partida e pode melhorar?, avalia. Para o jogador, o time paraguaio não soube valorizar a posse de bola e acabou sofrendo muito desgaste correndo atrás do rápido time do São Caetano, erro que não deve se repetir. Outro fator que anima o zagueiro brasileiro é a volta do volante Quintana, jogador da seleção paraguaia na Copa do Mundo. O defensor não atuou na primeira partida por ter sido expulso na semifinal contra o Grêmio. ?Ele é um volante forte, que marca muito. Com ele em campo, o outro volante, e principalmente os laterais, terão mais liberdade para avançar.? Henrique, no entanto, não se apóia na surperstição para falar de vitória. Nas duas vezes em que o Olimpia foi campeão da Libertadores, em 1979, contra o Boca Juniors, e 1990, contra o Barcelona, disputou a partida decisiva fora de casa. ?Os paraguaios são muito supersticiosos, mas eu confio no trabalho do time.? Apoio ? Apesar dos problemas extra-campo apresentados após a derrota em Assunção, quando dois torcedores morreram, o jogador garante que a torcida do Olimpia, clube que completou 100 anos quinta-feira, está apoiando o time.

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