Norberto Duarte/ AFP
Norberto Duarte/ AFP

Corte paraguaia recebe pedido de extradição de Nicolás Leoz

Após acusação nos EUA, ex-presidente da Conmebol é internado 

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2015 | 19h09

A Suprema Corte do Paraguai confirmou nesta quinta-feira que recebeu o pedido de extradição do cidadão paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol e um dos indiciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no escândalo estourado na quarta. O advogado do ex-dirigente, entretanto, diz que não foi notificado a respeito.

A Justiça norte-americana acusa Leoz de ter recebido milhões de dólares em propinas durante o seu mandato na Conmebol, na negociação de direitos de transmissão de diversas edições da Copa América e da Copa Libertadores.

Na quarta, o Ministério do Exterior do Paraguai já havia informado que a embaixada dos Estados Unidos em Assunção havia pedido a prisão e a extradição de Nicolás Leoz. Agora o caso foi remetido à Suprema Corte, que designou o juiz Humberto Otazu para julgar o caso.

Leoz não estava em Zurique (Suíça) quando a operação foi deflagrada, quarta pela manhã. Escapou de ser preso junto com seu sucessor, o uruguaio Eugenio Figueiredo, e o presidente da Concacaf, Jeffrey Webb, entre outros.

Ricardo Preda, advogado do ex-dirigente paraguaio, afirmou nesta quinta que está esperando a notificação sobre os pedidos feitos pela Justiça norte-americana. De acordo com ele, Leoz está "surpreendido" porque desconhece o caso.

Nicolás Leoz ficou 27 anos à frente da Conmebol, entre 1986 e 2013. Depois de completar 42 anos como dirigente esportivo (foi antes presidente da Federação Paraguaia e vice da Conmebol), renunciou em 2013 à federação sul-americana e ao cargo que tinha no comitê executivo da Fifa.

A legislação paraguaia proíbe que uma pessoa com mais de 74 anos seja encarcerada, o que livra Leoz, de 87, de ser preso em Assunção. Depois de receber o anúncio de sua acusação, na quarta, ele teve uma crise de hipertensão e precisou ser internado em um hospital, de sua propriedade, em Assunção.

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