Surpreso, Júlio Baptista vibra com chamado

Se para a maioria dos jogadores que atuam no exterior a convocação de Carlos Alberto Parreira para o amistoso contra a Irlanda, dia 18, em Dublin, não passou de uma simples rotina, para Júlio Baptista foi uma agradável surpresa. Aos 22 anos, o ex-volante do São Paulo trocou o Morumbi pelo Sevilla por US$ 2,8 milhões e não tem do que reclamar: marcou 14 gols em 24 jogos e se encaixou muito bem no esquema tático do técnico Joaquín Caparrós.Ele não foi liberado por seu clube para participar do Pré-Olímpico no Chile, mas agora nem lamenta tanto esse fato: "Acabou abrindo as portas para eu defender a Seleção Principal", diz o jogador, que falou por telefone ao JT.Jornal da Tarde - Como você recebeu a notícia? Ficou muito surpreso?Júlio Baptista - Eu estava indo treinar quando me ligaram falando da convocação. Fico muito satisfeito por ser mais um sonho que está se realizando. Não pensei que o reconhecimento viria agora. Como o Parreira mantinha uma linha, chamando sempre os mesmos jogadores, achei que só seria lembrado mais para a frente. Mas estou tranqüilo e com muita vontade de trabalhar com o Parreira.E como vai ser a brigar por um lugar com um meio-de-campo com jogadores experientes?Cada um tem o seu espaço na Seleção Brasileira e eu estou tranqüilo para trabalhar com o Ronaldo, Roberto Carlos, Kaká... É só manter a regularidade que tenho no Sevilla que aos poucos vou garantindo um lugar.O Parreira fez muitos elogios sobre a sua força e técnica...Melhor ainda começar desse jeito na Seleção Brasileira.Será também uma oportunidade para você jogar ao lado do Kaká e do Luís Fabiano...Eu e o Kaká estamos sempre nos falando. Nunca perderemos o contato. Passei o Natal com ele e agora voltaremos a nos encontrar na Seleção. E do Luís Fabiano eu estou com saudade. Faz muito tempo que não falo com ele.A Sub-23 não conseguiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Atenas por você e o Kaká não terem ido para o Chile?Não sei o que aconteceu. Só acompanhei o noticiário pela internet mas pelo que eu li, a Seleção não jogou um bom futebol. Não dá para fazer um diagnóstico. Conheço bem o Ricardo Gomes e não dá para culpar o trabalho feito por ele. Eu gostaria muito de ter ido mas como a competição não é reconhecida pela Fifa, o clube conseguiu vetar a minha ida. Porém, por outro lado, abriu as portas para eu defender a Seleção Principal.E como é a estrutura do clube e a vida em Sevilha?A cidade é muito boa e foi muito fácil a minha adaptação. Minha mãe (Nilma) está morando comigo e tem um primo (Sérgio) que está passando as férias por aqui. Me dou bem com todo mundo, mas é claro que saio mais com os brasileiros que moram aqui - Denílson e Marcos Assunção, do Betis, e Daniel, do Sevilla. O clube tem uma estrutura boa, apesar de não ser um grande europeu.Quarta-feira, vocês perderam para o Real Madrid (2 a 0) pela Copa do Rei. Ficou muito complicado reverter o resultado?Ficou um pouco difícil. Fizemos um primeiro tempo muito bom, mas na segunda etapa o ritmo caiu um pouco e o Real aproveitou.

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