Suspensão deixou Doni revoltado

A fisionomia demonstrava revolta, mais do que as palavras. Doni estava possesso ao desembarcar em Congonhas, nesta quinta-feira, com toda a delegação corintiana que foi a Goiás. O goleiro viajou à toa. Ele tinha esperança de poder jogar, só que foi suspenso por 40 dias pela agressão ao meia Fabiano do Santos.Pela primeira vez ele aceitou comentar a sua punição. "Não posso falar se foi justa ou não. Não cabe a mim julgar as decisões do tribunal. Eu sou jogador. Vou cumprir minha pena. A minha opinião não mudará nada na prática", disse Doni, com a fisionomia fechada. A todo custo, evitava críticas ao tribunal de Luiz Zveiter. Foi orientado para isso. Foi avisado que tudo poderia ficar ainda pior se reclamasse publicamente.A diretoria corintiana irá recorrer, tentando amenizar a punição. As chances são mínimas, mas Doni busca se animar. "Não posso fazer nada a não ser ficar esperando pela decisão", afirmou o goleiro. A pergunta que mais se irritou em responder foi a de "qual lição" tirou da briga. "Foi a que os jogadores têm de fugir das confusões em campo. Nem sempre é possível, mas lembrarei para sempre dessa lição."

Agencia Estado,

17 de julho de 2003 | 20h23

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