Suspenso, técnico da Juventus diz ser inocente

Suspenso por dez meses, sob acusação de envolvimento em escândalo de manipulação de resultados, o técnico da Juventus, Antonio Conte, decidiu se explicar nesta quinta-feira. Em entrevista coletiva, ele avaliou como "caluniosas" todas as denúncias e garantiu que sempre se comportou corretamente "tanto dentro como fora de campo".

AE, Agência Estado

23 de agosto de 2012 | 12h53

"Sou objeto de acusações caluniosas para me transformar em uma cara pública de um escândalo de apostas no futebol", declarou o treinador, que viu o Comitê Disciplinar da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano) negar sua apelação contra a punição na última quarta.

O treinador foi considerado culpado na acusação de envolvimento no escândalo por ter deixado de relatar duas partidas da temporada 2010/2011 que tiveram os resultados manipulados, quando ainda dirigia o Siena na Série B italiana. Seu assistente, Angelo Alessi, também foi punido, com seis meses de suspensão.

Conte explicou que não havia se pronunciado sobre o caso por entender que qualquer declaração poderia atrapalhar no julgamento de sua apelação. Com o recurso negado, no entanto, ele decidiu dar sua versão do caso e avaliou como "uma desgraça" sua suspensão.

"Eu sou inocente. Isto é uma desgraça, é uma desgraça. Posso dizer isto agora porque já estou acabado com eles (FIGC), apesar de ainda haver uma apelação", afirmou o técnico do time de Turim, que prometeu levar o caso para outras esferas se não for inocentado.

O treinador não escondeu sua indignação com o caso, principalmente com o recurso negado, que classificou como "a cereja do bolo". "Eu sempre respeitei as leis dentro e fora de campo, sobre isso eu sempre agi corretamente. Ontem (quarta), foi a cereja do bolo. Foi algo sério, algo que eu nunca havia visto", comentou.

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