Tabárez critica a Fifa e sai aplaudido do Maracanã

Em pronunciamento, técnico diz que punição a Suárez foi severa e diz que vai abrir mão de cargo na Comissão de Estratégia da Fifa

Luis Augusto Monaco - Enviado especial ao Rio, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 19h49

O técnico da seleção do Uruguai, Óscar Tabárez, não deu entrevista coletiva nesta sexta-feira no estádio do Maracanã, no Rio, na véspera da partida contra a Colômbia, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Ele fez apenas um pronunciamento de dez minutos sobre a punição aplicada ao atacante Luis Suárez e ao final foi efusivamente aplaudido pelos jornalistas uruguaios.

O treinador disse que depois de ter visto as imagens do lance - a mordida de Suárez no zagueiro italiano Chiellini, no segundo tempo do jogo da última rodada do Grupo D, em Natal - já esperava uma sanção ao atacante, mas não tão rigorosa como foi. "A severidade foi excessiva. Vi outros lances violentos no Mundial que não foram punidos. Luis Suárez foi pego como bode expiatório".

Oscar Tabárez disse que renunciará nos próximos dias ao cargo que ocupa na Comissão de Estratégia da Fifa por não poder conviver com pessoas de valores tão diferentes dos seus. "Há muitos anos tenho vinculação com a Fifa, como instrutor de cursos e membro do grupo de estudo técnico de Mundiais. Atualmente, ocupo o cargo na Comissão de Estratégia. Sinto que devo sair desse cargo. Não é prudente ficar em uma organização com pessoas que pressionaram por uma decisão, e manejam critérios e valores diferentes dos que eu tenho. Portanto, nos próximos dias, apresento minha renúncia".

E para encerrar, lançou a seguinte mensagem aos torcedores: "E aos fãs uruguaios que, como nós, estão abalados com esta punição, digo que estamos feridos, mas com uma força incrível e muita rebeldia. Mais do que nunca, pela partida de amanhã (sábado), vamos que vamos!"

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