Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Taça da Copa do Mundo atrai centenas de visitantes em São Paulo antes de ir ao Catar

Troféu foi trazido por patrocinador do Mundial e exposto no Museu do Futebol por um período curto, durante seis horas

Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2022 | 15h00

O fã de futebol teve nesta semana a oportunidade de estar próximo do troféu mais cobiçado do mundo, mesmo que por pouco tempo. Na quinta-feira, dia 24, a taça da Copa do Mundo ficou exposta das 10h às 16h no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e atraiu 760  visitantes. A maioria deles nunca havia visto de perto a Taça Fifa, que só pode ser tocada por campeões mundiais e chefes de Estado.

A taça foi trazida ao Brasil pela Visa, um dos patrocinadores oficiais do torneio no Mundial do Catar, e parceira global da Fifa desde 2007. O troféu banhado a ouro, de 6,75 kg, 36,2 cm de altura, 11,2 cm diâmetro da base e 13,8 cm de largura no ponto mais largo foi visitado por torcedores de diferentes idades e classes sociais, mas com o mesmo interesse.

O analista financeiro Luiz Tavares, 33 anos, levou o filho Lucca, de 1 ano, para conhecer a taça. Ele diz conhecer quase todos os troféus do futebol. Faltava o mais importante deles, objeto de desejo de 32 seleções a cada quatro anos. "Foi sensacional saber que essa taça viaja o mundo e saber quanta história existe nela é uma experiência fantástica. Vi o brilho no olhar do meu filho olhando a taça", diz Tavares. 

O torcedor nunca assistiu a jogos de uma Copa do Mundo, mas é fã da seleção brasileira e quer passar o amor que tem pelo esporte ao seu filho. "Acompanho quase todos os jogos, monto álbum e pretendo passar isso para meu filho".

Também foi inédita a experiência do estudante Leonardo Vasconcellos, de 19 anos. "Poucos têm essa oportunidade. Nunca tinha visto a taça da Copa do Mundo de perto. Só pela televisão. São raros esses momentos. Por isso fiquei feliz e corri para cá", conta. Ele levou a namorada para a visitação e espera poder ir em mais jogos do Brasil.

Havia um número considerável de crianças e adolescentes no evento, mas também idosos. Marcelo, aposentado, de 65 anos, e a mulher, Débora, advogada, de 62, se divertiram com as fotos que tiraram com a taça. Havia uma máquina que batia a fotografia automaticamente após o cadastro do visitante. A imagem é enviada via Whatsapp posteriormente. A única regra era não tirar a máscara facial. A visitação era gratuita e exigiu apenas a apresentação do comprovante de vacinação com as duas doses ou dose única.

"Vou contar para os meus amigos e mostrar as fotos. Sou fissurado pela seleção brasileira", expressa Marcelo. Embora tenha carinho pelo Brasil, já se passaram mais de 50 anos do último jogo que o aposentado viu do estádio. Ele era um dos 183 mil torcedores que foram ao Maracanã ver Pelé garantir a vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai no último jogo das Eliminatórias, em 1969. Em total de pagantes, aquele jogo registrou o maior público da história do futebol.

Em cada lugar, a taça chega com segurança reforçada. A reportagem do Estadão notou a presença de ao menos três seguranças destacados perto do objeto para evitar que houvesse algum incidente. Ela fica exposta ao público dentro de uma caixa de vidro, com vigilância 24 horas. Foi escoltada por 12 agentes da Polícia Civil do aeroporto até o Museu do Futebol e no caminho inverso para deixar o País.

 

O projeto é do escultor italiano Silvio Gazzaniga, que morreu em 31 de outubro de 2016. Segundo o criador, ele representa o mérito dos atletas, porque "os dois jogadores levantam os braços na alegria da vitória, com a emoção de estar no topo do mundo". O troféu logo se tornou emblemático ao ser levantado por Franz Beckenbauer, capitão da Alemanha na Copa do Mundo de 1974.

Ao contrário da Jules Rimet, que ficaria em definitivo com quem a conquistasse por três vezes, a Taça Fifa não tem regra própria e cada seleção vencedora ganha a posse provisória dela até o próximo Mundial. Seu valor é incalculável. O atual dono é a França, que a ergueu no Mundial da Rússia, em 2018.

A taça tem como lugar fixo a sede da Fifa, em Zurique. Meses antes do início do Mundial, ela roda por alguns países. Antes do Brasil, estava na Turquia. Daqui, vai para a Arábia Saudita, seu penúltimo destino antes de se instalar por alguns meses no Catar, onde ficará até a Copa de 2022, que começa no dia 21 de novembro e termina em 18 de dezembro. A seleção brasileira já garantiu vaga no torneio que disputará pela 22ª vez e no qual buscará o seu sexto título.

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