Tacuary pronto para pegar o Palmeiras

Oscar Paulin entrou um pouco, mas só um pouco, no jogo dos dirigentes, que lhe pediram para fazer mistério em torno do Tacuary e não permitir que estranhos circulem livremente pelo Estádio Roberto Bettega. O argentino que há um ano e meio cuida da equipe se tornou menos loquaz, mas não parece acreditar muito na história de segredos antes de jogos decisivos. Por isso, após o bate-bola contra a formação semi-amadora do Eusebio Ayala, em que sua equipe goleou por 5 a 0 sem fazer força, não lhe restaram dúvidas e considera pronto o trabalho para o desafio de enfrentar o Palmeiras. Se não tiver carta escondida na manga - certamente não seria um ás de ouro -, o terceiro representante do Paraguai no torneio sul-americano deste ano (os outros são Cerro Porteño e Libertade) entrará em campo quarta-feira com Pablo Aurrecochea no gol, além de Celso González, Luciano Vera, Patrocinio Samudio e Edgar Gamarra na defesa. O meio-campo ficará sob a responsabilidade de Cristian Riveros, Diosnel Burgos, Carlos Mereles e Lorenzo Silva. Os atacantes Raúl Román e Julio Ortellado terão a missão de passar pela defesa brasileira. "Os treinos e amistosos que fizemos até agora serviram para mostrar um grupo animado e confiante", analisa o treinador, discurso que convém no momento. O Tacuary está em regime fechado, na concentração no próprio estádio, e os jogadores treinam sempre no começo da noite, quando a temperatura é mais amena. Para alegria do grupo, choveu hoje pela manhã, depois de madrugada de 26 graus, puderam curtir uma tarde mais agradável e não precisaram refugiar-se no ar condicionado dos quartos. Calor, garante Paulin, sentirá o Palmeiras, pela pressão dentro de campo. "Com todo respeito que merece", acrescenta.

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