Tata Martino diz que manterá estilo de Sabella na Argentina

Treinador, que na última temporada dirigiu o Barcelona de Messi e Mascherano, quer convocar os 23 jogadores que atuaram na Copa

Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2014 | 15h26

A seleção da Argentina trocou de técnico, mas dificilmente passará por mudanças táticas profundas. Nesta quinta-feira, o técnico Gerardo Martino assegurou que manterá a filosofia do seu antecessor, Alejandro Sabella, que conduziu o time ao vice-campeonato na Copa do Mundo do Brasil.

Martino foi apresentado como novo técnico da Argentina e a sua primeira ação foi elogiar Sabella, que optou por não prosseguir no comando da Argentina. "O que Alejandro fez foi maravilhoso", disse Martino, que voltará a comandar o volante Javier Mascherano e o atacante Lionel Messi, a quem dirigiu na sua passagem pelo Barcelona na temporada passada.

"Tenho a vantagem de ter convivido com Messi e Mascherano", recordou o treinador de 51 anos. "Lio tem o papel de ser o melhor jogador do mundo. Muitos agora conheceram a liderança de Mascherano, eu não precisei do Mundial para saber". 

Martino disse que a partir de agora vai começar a trabalhar "para seguir colocando a seleção no lugar que tem e merece". "A ideia é trabalhar com profissionalismo e manter a mesma linha de Alejandro, que fez um trabalho maravilhoso, independentemente do resultado", disse.

A primeira atividade oficial de Martino será anunciar na próxima semana a lista de jogadores para um amistoso contra a Alemanha, em Dusseldorf, que será disputado no dia 3 setembro e estava marcado antes mesmo das equipes se enfrentarem na decisão da Copa do Mundo, vencida pelos alemães por 1 a 0, na prorrogação, no Maracanã.

O novo treinador da Argentina destacou que seu desejo é convocar os 23 jogadores que participaram do Mundial no Brasil, exceto por alguma impossibilidade. "Me parece um prêmio a esse grupo de jogadores", afirmou Martino, lembrado que adotou ação parecida após a Copa de 2010, na África do Sul, quando avançou com o Paraguai até as quartas de final e chamou o mesmo grupo para o primeiro amistoso após o Mundial.

Quando perguntado sobre um possível retorno de Carlitos Tevez para a seleção - o atacante da Juventus ficou fora da Copa mesmo após se destacar pelo clube italiano -, o treinador disse que "todos os jogadores têm as portas abertas". Com a sua chegada, Martino se tornou o décimo treinador da Argentina em 40 anos, em uma lista que conta com César Menotti, Alfio Basile, Marcelo Bielsa, Sergio Batista, Carlos Bilardo, Daniel Passarella, José Pekerman, Diego Maradona e Sabella.

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