Divulgação/Maracanã
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TCE do Rio vê superfaturamento de R$ 211 milhões na reforma do Maracanã

Tribunal determinou a suspensão dos pagamentos às empreiteiras em outros contratos com o Governo

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2017 | 23h09

O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) concluiu após investigações superfaturamento da obra de reforma do estádio do Maracanã de R$ 211 milhões em valores atuais, segundo revelou o Fantástico, da TV Globo, neste domingo, 12. Os recursos foram desviados em serviços e produtos. O tribunal determinou a suspensão dos pagamentos às empreiteiras em outros contratos com o governo do Estado do Rio.

As investigações apontam termos aditivos suspeitos e gastos em duplicidade. Ao todo, o contrato teve 16 termos aditivos. A reforma foi feita pelo Consórcio Maracanã, vencedor da licitação e formado pelas empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta engenharia. O orçamento original foi elevado de R$ 700 milhões para R$ 1,2 bilhão.

Segundo o Fantástico, os documentos do TCE mostram que as irregularidades na reforma teriam começado no projeto básico. O tribunal considera o documento impreciso, “acarretando significativas modificações entre o projeto básico e o executivo”. Além disso, vários itens da planilha de custos acabaram sendo alterados.

A reportagem diz ainda que o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) entrou na última sexta-feira com uma ação civil pública para responsabilizar as empresas responsáveis pela reforma e mais nove pessoas ligadas ao governo à época por improbidade administrativa. Foi pedido o bloqueio dos bens dos envolvidos e devolução de cerca de R$ 200 milhões pelas empresas do consórcio. 

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