Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

Tchê Tchê já curte a fama e realiza sonho de criança

Meia do Audax acerta com Palmeiras antes da final do Paulistão

VÍTOR MARQUES, O ESTADO DE S.PAULO

30 de abril de 2016 | 07h00

Câmeras de tevê, microfones, gravadores e mais de uma dezena de jornalistas rodeavam Tchê Tchê, meia do Osasco Audax, finalista do Paulistão, enquanto outros jogadores treinavam no campo do estádio José Liberatti, palco da jogo contra o Santos, neste domingo. “Não estou acostumado com isso, é novidade.”

Tchê Tchê, que viveu um dia de estrela, só não falou sobre o assunto mais polêmico do momento: sua transferência para o Palmeiras, fato que irritou o principal investidor do Audax: Mário Teixeira, 70 anos.

“O que é isso? Vai dar entrevista lá, estou de saco cheio”, gritou e gesticulou Mário diante de outros jogadores no momento em que Tchê Tchê ainda conversava com uma emissora de televisão. Mário, que precisou ser contido pelo técnico Fernando Diniz, não gostou de a negociação entre Tchê Tchê e o Palmeiras ter vazado às vésperas da decisão do Paulistão.

Tchê Tchê nem precisava confirmar seu acerto com o Palmeiras. O sorriso entregava sua felicidade ao ganhar uma chance em um time grande, após ter sido disputado por outras equipes, entre elas o Corinthians, clube que o reprovou em uma peneira quando tinha 13 anos.

Apesar de toda a badalação, o ainda jogador do Audax garante: nada vai tirar seu foco das finais contra o Santos. “Só os times campeões são lembrados, por isso, com certeza queremos coroar nossa campanha com o título”, afirmou o jogador de 23 anos. 

Tchê Tchê, apelido de Danilo das Neves, é paulistano, morador bairro de Guaianases, tem 23 anos e foi revelado pelo próprio Audax, onde chegou com 14 anos, antes da parceria com o Osasco, agora turbinado com os recursos de Mário Teixeira.

Sua trajetória foi tortuosa até brilhar nas mãos de Fernando Diniz. Foi reprovado em peneiras até passar naquela que talvez que fosse a mais difícil: competiu com 15 mil garotos na Supercopa Compre Bem, uma rede de supermercados.

“Toda a criança humilde tem o sonho de jogar futebol, nunca me faltou nada, mas as vezes você queria alguma coisa e seu pai não podia dar”, disse Tchê Tchê, que teve passagem apagada na Ponte Preta em 2015.

Na Macaca, usou o nome de batismo, Danilo Neves. Já no Audax, voltou a ser o Tchê Tchê. Mas, segundo ele, não tem nada de superstição. “O Fernando Diniz mudou completamente a minha carreira. O que está acontecendo agora, a gente deve a ele.”

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