Tcheco ansioso para estrear no Santos

Poucos já o viram jogar. Antes de se esconder no futebol árabe, Tcheco havia feito apenas um excelente primeiro turno de Campeonato Brasileiro pelo Coritiba, em 2003. Seu tempo de exposição na mídia foi curto, mas suficiente para fazer brilhar os olhos de dirigentes de vários grandes clubes brasileiros. De uma hora para outra, ele se tornou o reforço mais cobiçado por clubes como São Paulo e Corinthians. Mas quem levou a parada foi o Santos.Por isso, Tcheco sabe que há uma expectativa enorme da torcida santista pelo seu futebol. Sabe que todos estão curiosos para ver se ele "é tudo isso o que falam por aí". E sabe também que haverá uma cobrança gigantesca nas suas costas. "Sei que a torcida está ansiosa para me ver jogar, mas talvez eu esteja até mais ansioso que ela por finalmente poder estrear no futebol paulista", diz o jogador de 28 anos. "E cobrança existe em qualquer lugar. Sei que vai haver muito disso em cima de mim, mas estou preparado."O que deixa o meia mais tranqüilo é saber que está entrando num time já muito bem estruturado. "O Santos de 2005 é quase o mesmo de 2004. A base foi mantida. Isso facilita para quem está chegando agora, como eu", avalia. Até por isso, Tcheco acha que a cobrança será bem dividida. "Há grandes jogadores no elenco, como o Robinho e o Ricardinho. O peso maior não fica nas costas só de um jogador", diz o meia, provável dono da lendária camisa 10 na temporada, já que Ricardinho prefere ser o número 8 e Elano não abre mão do 11.Tcheco só não sabe se estará pronto para a estréia do time no Campeonato Paulista, quinta-feira, contra a Portuguesa, na Vila Belmiro. "Estou há quase dois meses sem jogar, completamente sem ritmo", afirma o meia. "Estou à disposição do Oswaldo (de Oliveira, técnico do time), mas acho que não estou pronto para jogar os 90 minutos. O ideal é atuar em uns 30..."

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