Tcheco comemora sua volta ao Santos

Enquanto a maioria dos jogadores saiu apressadamente do vestiário, indo para o ônibus, o meia Tcheco deu inúmeras entrevistas, demonstrando alegria, como se o seu time tivesse vencido o clássico. Motivo: depois de dois meses parado, em razão de um estiramento muscular na coxa direita, e de ser visto com desconfiança, o jogador que chegou à Vila Belmiro com a recomendação de Ricardinho, que além de ser seu amigo de infância considera-o com nível para ser um importante titular do Santos, finalmente voltou e suportou bem os 90 minutos. ?É claro que me segurei um pouco no segundo tempo para não correr nenhum risco?, disse Tcheco. ?Felizmente suportei bem e estou à disposição de Gallo para as próximas partidas, inclusive essa de quarta-feira, contra o Atlético-PR?, disse. Embora tenha evitado falar das dificuldades de ter voltado ao time exatamente quando quase todos titulares foram poupados, ele acha que sua atuação serviu para mostrar que com alguns jogos como titular poderá se firmar. ?É evidente que depois de uma longa ausência, senti falta de ritmo, mas acho que, no todo, fui bem.? Quando entrou em campo, Tcheco tinha receio de voltar a sentir a contusão. ?A comissão técnica teve todos os cuidados comigo. Fui liberado pelos médicos há quase dez dias e fiquei me preparando para melhorar o condicionamento físico. Mesmo assim, sempre fica uma cisma. Ainda bem que tudo deu certo.? Tcheco acredita que se o Santos não tivesse tomado o primeiro gol tão cedo, iria jogar bem melhor e poderia até vencer o clássico. ?No segundo tempo, voltamos a ser surpreendidos logo no começo e isso atrapalhou. Ainda procuramos acordar a rapaziada quando Danilinho começou a confundir os dois volantes do Palmeiras. Pressionamos no final e até poderíamos chegar à marcação do segundo gol, mas não deu.? Para Tcheco o saldo acabou sendo positivo. ?O time entrou só com o Bóvio de titular e sentiu a falta de entrosamento. O que valeu é que o nosso técnico gostou do desempenho de vários jogadores e sabe que poderá contar com eles quando houver necessidade?, afirmou. Quanto ao jogo de quarta-feira, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela Libertadores da América, acha que o Santos tem condições de vencer mesmo se a CBF não permitir que Robinho e Ricardinho se apresentem à seleção apenas na noite de quarta-feira. ?É lógico que com o time completo as possibilidades de vitória são maiores, mas temos que pensar no lado dos jogadores, que gostariam de ajudar o Santos mas também acham importante servir a seleção. O melhor é que eles (Robinho e Ricardinho) mantenham a cabeça fria e deixem que os dirigentes encontrem a melhor saída.?

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