Tcheco: é difícil substituir Ricardinho

Tcheco está tendo seu batismo de fogo no Santos: está substituindo Ricardinho, capitão e principal armador da equipe. Acha, porém, que está cumprindo bem seu papel, embora admita que um jogador como o companheiro faz falta a qualquer time. "Mas isso é relativo, porque no jogo contra o Corinthians, ninguém falou no Ricardinho depois que vencemos", lembrou.Já na partida em La Paz, a primeira derrota do Santos este ano, a altitude complicou. "O jogador sempre dá a desculpa da altitude, mas não adianta a gente ficar falando sobre isso e vocês é que deviam ir lá para ver", disse Tcheco, lembrando que "quando um repórter sobe uma escada, não consegue entrevistar o atleta de tão incrível como é essa pressão que o ar exerce sobre o ser humano."Por conta dessa dificuldade, Tcheco acha difícil fazer uma análise das partes técnica e tática do jogo contra o Bolívar e entende que está indo bem no lugar de Ricardinho. "Mas é lógico que ele sempre faz falta, porque é o cérebro do time, é ele quem faz as jogadas fluirem, que dá a cadência ao jogo na hora que é preciso. É fundamental para o Santos."Tcheco comentou também que a mudança promovida por Oswaldo de Oliveira, ao escalar três atacantes, foi uma necessidade e que o que mudou mesmo foi a característica dos jogadores. "Houve a perda do Elano, o Fábio Baiano se machucou e, com isso, vão entrando jogadores sem ritmo, que só estão treinando, o que atrapalha um pouco", explicou.

Agencia Estado,

19 de fevereiro de 2005 | 09h56

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