Emmanuel Foudrot/Reuters
Emmanuel Foudrot/Reuters

Técnica do time feminino do Afeganistão ataca Infantino por investigação de abuso

Kelly Lindsey reclama que apenas o presidente da federação local foi punido: 'Eles não foram além da camada superior'

Redação, Estadao Conteudo

03 de julho de 2019 | 10h50

A técnica da seleção feminina do Afeganistão se declarou "enojada" com o Gianni Infantino em razão do tratamento ao caso de suposto abuso sexual no futebol do seu país, e defendeu a renúncia do presidente da Fifa.

Recentemente, a Fifa baniu do esporte o então presidente da Federação de Futebol do Afeganistão, Keramuudin Karim, após várias acusações de ter abusado de jogadoras das seleção. Mas a técnica da equipe nacional, Kelly Lindsey, manifestou a sua revolta por apenas o dirigente ter sido punido. "Eles não investigaram ninguém, apenas o presidente. Eles não foram além da camada superior", disse Lindsey, avaliando que a culpa por isso é de Infantino.

"Eu estou enojada com ele como ser humano, como líder do nosso esporte. Na minha opinião, ele não deveria ser presidente da Fifa. Eu respeito o Mundial Feminino, eu respeito o que a Fifa faz pelo futebol. Mas eu não respeito o jeito como eles estão governando agora. Nós demos a eles uma oportunidade clara de fazer a coisa certa e mostrar que eles têm integridade. Nós lhes demos a clara oportunidade de ousar e brilhar", acrescentou.

Bastante emocionada durante evento realizado em Lyon, na França, palco da final do Mundial Feminino no próximo domingo, Lindsey afirmou que Infantino "não é o que precisamos como líder da Fifa." "Você não está respeitando o futebol feminino, não respeita os jogadores, treinadores, os dirigentes, a arbitragem", concluiu.

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