EFE/SERGEI ILNITSKY
EFE/SERGEI ILNITSKY

Técnico admite que orientou Japão a segurar derrota mínima contra a Polônia

Seleções foram vaiadas pela torcida no estádio em Volgogrado, em virtude de postura

Estadão Conteúdo

28 Junho 2018 | 16h22

O técnico Akira Nishino admitiu que instruiu os jogadores do Japão a não atacarem no final da partida contra a Polônia, que terminou com derrota por 1 a 0, nesta quinta-feira. Mesmo perdendo, os japoneses tocaram a bola sem objetividade no final do jogo, pois, com a vitória da Colômbia sobre a seleção de Senegal, estavam se classificando às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia.

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Com campanha idêntica à de Senegal - mesmo número de pontos e saldo de gols -, o time asiático passou de fase na segunda colocação da chave por ter dois cartões amarelos a menos que o rival africano. Se tomasse outro gol dos poloneses nos minutos finais da partida, perderia a vaga no mata-mata.

A postura do Japão foi reprovada pelos torcedores no estádio em Volgogrado, que vaiaram a equipe, mas, no final, deu certo. "Nós não fomos para vencer, mas apenas confiamos no outro jogo (entre Colômbia e Senegal). Isso foi um pouco lamentável mas suponho que naquele momento eu não tinha outros planos", reconheceu Nishino.

"Eu realmente não estou feliz sobre como nós jogamos hoje, mas nós queríamos passar para as oitavas de final e (aceitar a derrota) era a única salvação naquele momento. E se concedêssemos outro gol e fosse 2 a 0? Não passamos. Portanto, talvez tenha sido a decisão certa", completou.

 

Nishino garantiu que quer ver outra postura de seus jogadores no confronto da próxima fase, que será contra o líder do Grupo G, no caso, Inglaterra ou Bélgica. O treinador elogiou as duas seleções e disse não ter preferência entre os dois no duelo que será disputado na segunda-feira, às 15 horas (de Brasília), em Rostov.

"Eles são ambos times de classe mundial", disse ele. "É um ótimo desafio para nós. Eu gostaria de jogar com qualquer um dos dois porque eles vão representar um desafio fantástico para nós", concluiu.

 

 

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