Johannes Eisele/AFP
Johannes Eisele/AFP

Técnico agradece apoio da torcida russa e despista sobre o futuro na Costa Rica

Óscar Ramírez viu sua seleção se despedir do Mundial com empate diante da Suíça, por 2 a 2

Estadão Conteúdo

27 Junho 2018 | 18h50

A seleção da Costa Rica teve uma ajuda importante para marcar os seus primeiros gols na Copa do Mundo da Rússia e se despedir do torneio com o primeiro ponto. A torcida russa adotou os costarriquenhos e apoiou a seleção da América Central no empate contra a Suíça por 2 a 2, nesta quarta-feira, em Nijni Novgorod.

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Boa parte dos mais de 43 mil torcedores presentes do Nijni Novgorod Stadium estiveram ao lado da Costa Rica na partida. O apoio ficou mais evidente nas efusivas comemorações dos torcedores nos dois gols costarriquenhos - o de Weston, no começo do segundo tempo, e na cobrança de pênalti de Bryan Ruiz, que bateu na trave e em seguida no goleiro Sommer antes de entrar.

Aliviado pelo empate, o técnico Óscar Ramírez agradeceu o carinho recebido dos torcedores anfitriões em entrevista coletiva após a partida. "Foi muito bonito ver todos os torcedores nos apoiando. Não sei o motivo, mas a Costa Rica é muito querida fora do nosso país. Pode ser pelo jeito que somos. As pessoas gostam de nós", disse o treinador, que recebeu ameaças anônimas nas redes sociais após a derrota para o Brasil que eliminou a equipe do torneio.

Os primeiros gols, o primeiro e único ponto e a melhor atuação diante dos suíços não impediram a eliminação do Mundial, mas podem ajudar na permanência de Óscar Ramírez no comando da seleção. Ele despistou sobre o futuro, dizendo que ainda não sabe o que vai acontecer. "Hoje é quarta-feira. Amanhã, quinta-feira, vamos voltar para o nosso país e aí verei. Agora ainda é cedo para falar. Eu não sei nada sobre o meu futuro. Sei que vou ficar com a minha família", afirmou.

 

O treinador disse que a equipe foi competitiva em todos os jogos, especialmente contra a Sérvia e a Suíça, e citou a qualidade dos adversários do grupo para tentar explicar a eliminação na primeira fase. "É o quinto Mundial que participamos e sinto que esse grupo foi o mais forte. Tivemos oportunidades para que essa história fosse diferente, mas é futebol, nos resta ir embora. Não queria dessa forma, mas tratamos de corresponder com a parte competitiva, tivemos a seleção número 2 e número 6 (do ranking da Fifa) e competimos igual. Brasil um pouco mais complexo, mas nos outros fomos bem", concluiu.

 

 

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