Jorge Saenz/AP
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Técnico aposta em 'sede de glória' e tradição do Olimpia

Ever Almeida, que foi campeão da Libertadores pelo clube em duas oportunidades, lembra dos grandes feitos para sonhar com novo título

AE-AP, Agência Estado

15 de julho de 2013 | 16h29

ASSUNÇÃO - Embora hoje possua dívidas milionárias e tenha amargado fases ruins desde quando conquistou a sua terceira Copa Libertadores, em 2002, batendo o São Caetano na decisão, o Olimpia resgatou o orgulho com a passagem para a final desta edição da competição continental. E, acima de qualquer coisa, o time aposta em seu poder de superação e grande desejo de ser novamente campeão continental para desbancar o favoritismo do Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho.

Ex-goleiro do Olimpia, com o qual foi campeão da Libertadores em 1979 e 1990, o técnico Ever Almeida está confiante de que seu time poderá superar as adversidades para se sagrar tetracampeão continental. "O mérito deste plantel é a sede de glória que possui", ressaltou o treinador, para depois enfatizar que quando um jogador "é contratado pelo Olimpia sabe que há uma torcida orgulhosa de seu passado de grandes conquistas, então não há motivos para ingressar ao campo com desânimo".

Almeida, de 65 anos, que dirigiu a seleção da Guatemala entre 2010 e 2011, afirmou ter aceitado a proposta de comandar o Olimpia, feita no ano passado, pela própria identificação que possui com a principal competição interclubes da América do Sul defendendo a equipe paraguaia. "Me seduziu a possibilidade de disputar a Copa Libertadores, torneio que joguei durante 17 anos, sempre com o Olimpia", completou o comandante, que é uruguaio de nascimento e se naturalizou paraguaio em 1973.

Curiosamente, Almeida foi demitido pelo Olimpia em 2009 e chegou a processar o clube, condenado a pagar uma dívida de US$ 140 mil. Porém, mesmo com o clube sem condições financeiras de arcar com a pendência, voltou ao trabalhar para o time, cujas dívidas atuais são estimadas em US$ 20 milhões.

"Não quero entrar em disputa com o clube pela dívida porque neste momento o importante é se concentrar nas duas partidas finais para ganharmos porque o povo olimpista exige êxitos", disse Almeida, cujo feito de ir à final da Libertadores com uma equipe tecnicamente limitada foi exaltado pelo presidente do clube, Oscar Carísimo.

"Desde 2002, quando fomos campeões diante do São Caetano, não conseguimos disputar outra final de Libertadores. No momento, graças a Almeida, que fez renunciamentos (das dívidas que ele tem com o clube), armamos um plantel curto por falta de um orçamento, sem grandes estrelas, mas ainda assim, com humildade, passo a passo fomos avançando", disse o dirigente.

O duelo de ida da final da Libertadores será nesta quarta-feira, em Assunção, enquanto o confronto de volta está marcado para o próximo dia 24, em Belo Horizonte.

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