Técnico belga promete 'surpreender' EUA nas oitavas

Com três vitórias em três jogos e a primeira colocação do Grupo H, o técnico Marc Wilmots exibe confiança às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo. Mesmo recebendo críticas pelas exibições medianas da Bélgica, o treinador acredita no potencial de sua equipe de ir longe e já dá o recado aos Estados Unidos, primeiro rival na fase de mata-mata da competição.

FELIPE ROSA MENDES E FÁBIO HECICO, Agência Estado

27 de junho de 2014 | 10h19

"Vamos surpreender, como fizemos com nosso adversário de hoje", avisou Wilmots, após a vitória sobre a Coreia do Sul, na noite de quinta-feira. O técnico aposta nas variações do time para fazer a diferença na próxima terça-feira, em Salvador, como fez contra os sul-coreanos. No Itaquerão, ele poupou sete titulares, promoveu alterações táticas durante o jogo e venceu mesmo com um jogador a menos em campo desde o fim do primeiro tempo.

Para o duelo contra os norte-americanos, ele faz mistério. "Vamos treinar com os jogadores que não tiveram oportunidade de jogar hoje [quinta]. Vamos continuar a nos preparar, seguindo o método", desconversou, satisfeito com os resultados obtidos por seu elenco, apesar das mudanças no time. "O espírito de grupo é muito importante, fico feliz por ver isso. Temos trabalhado muito nesses dois anos e meio".

As bem-sucedidas variações no time e a possibilidade de contar com jogadores mais jovens, e talentosos, como Origi e Januzaj, poderão favorecer a Bélgica na partida a ser disputada no calor de Salvador, na Arena Fonte Nova. "Será uns três graus mais quente que São Paulo", disse Wilmots, sem se preocupar com a alta temperatura da capital baiana.

Também favorecem os belgas a melhor condição física pelo fato de ser o time que menos se desgastou com viagens nesta primeira fase. Além disso, sofreu pouco com o calor, o que ocorreu somente na partida contra a Rússia, no Rio. Fora isso, jogou sob temperaturas amenas em Belo Horizonte e São Paulo.

Já a equipe dos Estados Unidos foi a que percorreu as distâncias mais longas nesta fase de grupos. E penou com o calor de Natal, a umidade de Manaus e as variações de Recife, onde enfrentou a Alemanha sob forte chuva na quinta-feira.

Apesar de tudo isso, Wilmots não espera um jogo tranquilo contra os norte-americanos. "Quem está nas oitavas de final, mereceu chegar aqui. Somos favoritos, mas não foi fácil conquistar nove pontos [na fase de grupos]", avaliou, ao valorizar o empenho da Bélgica no Grupo H.

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