Reprodução/ Twitter
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Técnico brasileiro é demitido duas vezes em 7 dias na Romênia

Zé Maria cai pela segunda vez dias depois de 'nova chance'

O Estado de S. Paulo

22 de abril de 2015 | 19h23

A demissão dos técnicos no futebol é tema de muitas polêmicas no meio esportivo. Em anos anteriores era comum a crítica a dirigentes que tiravam treinadores após períodos muito curtos de trabalho. Mas o brasileiro Zé Maria, ex-comandante do Ceahlaul Pietra, da Romênia, foi pivô em um caso curioso.

O ex-jogador do Palmeiras foi demitido duas vezes em menos de uma semana pelo dono do clube, Angelo Massone. Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, o técnico conta que ele e os jogadores eram tratados como escravos pelo diretor. "Antes da partida contra o Brasov, no dia 9 de abril, o presidente disse que nos levaria para um retiro punitivo e que qualquer um que se opusesse à ação seria tirado do campeonato e não teria os salários quitados".

Zé Maria tentou convencer Massone do contrário e prometeu que deixaria o time se ele não voltasse atrás. O mandatário, então, mandou os jogadores a concentração obrigatória e demitiu Zé antes que ele mesmo pedisse demissão.

A saída do técnico não agradou os atletas, que ameaçaram não entrar mais em campo. Angelo Massone, por sua vez, chamou o brasileiro de volta. Porém, uma nova derrota no dia 13 de abril o fez demitir Zé Maria pela segunda vez.

"Tive que sair do hotel que a equipe estava imediatamente. Nem dinheiro para minha passagem de volta me deram. Massone ainda disse que acertaria os salários atrasados depois 'de ver como eu agiria'". 

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