Michael Dalder/Reuters
Michael Dalder/Reuters

Técnico da Alemanha define partida contra a Suécia como 'uma montanha russa'

Joachim Löw vê seleção alemã continuar viva no Mundial após virada sobre os suecos

Almir Leite, Ciro Campos, Leandro Silveira e Marcio Dolzan, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2018 | 18h44

A vitória de virada com um gol aos 50 minutos do segundo tempo fez o técnico alemão Joachim Löw definir a partida com a Suécia como “uma montanha russa”. Ele recordou que sua seleção correu sério risco de deixar o campo eliminada da Copa do Mundo e que os minutos finais foram “um verdadeiro drama”. Mas até por isso Löw enalteceu a postura de seus jogadores, que souberam trabalhar a bola da mesma forma ao longo de todo o segundo tempo, sem apressar jogadas ou ir para o ataque na base da afobação.

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“Foi emocionante demais, como se fosse uma montanha russa. Julian Brandt acertou a trave três minutos antes (do gol da vitória), encaramos o risco de sermos eliminados, tivemos que trocar um jogador de defesa por um do setor ofensivo. Todos tivemos de nos mobilizar”, considerou o técnico. “Os minutos finais foram cheios de drama, mas esses jogos existem. Jogos eliminatórios são decididos no minuto final. Experimentamos isso em outros torneios, como em cobranças de pênalti. Isso faz parte da tradição do futebol.”

O treinador exaltou o poder de concentração da equipe, e disse que não houve nada de especial no intervalo do jogo que explicasse a diferença de postura de sua seleção do primeiro para o segundo tempo. “Falei para continuarem calmos, para não entrarem em pânico, para não tentarem jogar bolas na área. Falei para tentarem jogadas verticais, serem incisivos, concentrados, porque nós teríamos oportunidades. Seriam mais 45 minutos”, explicou.

 

A atuação do segundo tempo, em sua avaliação, espelhou justamente isso. “Algo que realmente gostei foi que nós não ficamos nervosos, não entramos em pânico. Sofremos o gol, mas conseguimos trabalhar a bola. Os suecos ficaram cansados e começaram a abrir espaços. A pressão no segundo tempo aumentou, e eu realmente gostei do espírito do time. O gol nos acréscimos tem um pouco de sorte, mas é resultado também da crença em nós mesmos”, analisou Joachim Löw.

Por fim, o treinador não quis projetar um possível duelo com o Brasil já nas oitavas de final, algo que se desenha. “Não é momento de falar de rumores. O outro grupo (do Brasil) também está equilibrado. Suíça e Sérvia têm grandes chances de avançar. Coreia do Sul, vamos jogar contra. Está tudo muito aberto”, desconversou.

 

 

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