Técnico da Bélgica diz: ‘Estamos preparados para avançar’

Marc Wilmots assumiu o favoritismo para próxima partida, contra a seleção norte-americana, e disse que irá surpreender o time rival

Ciro Campos e Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2014 | 20h44

Marc Wilmots mandou um recado direto aos Estados Unidos: “Estamos preparados para avançar às quartas de final.” O técnico da Bélgica assumiu o favoritismo e garante que vai preparar uma “surpresa” para o próximo adversário, em Salvador. “Observo quem encaro e uso qualidades de minha equipe principal. Mas quero surpreender o adversário,” afirmou.

Wilmots costuma variar em suas escalações, como fez nesta quinta-feira, com sete mudanças. E nessa linha, promete deixar os americanos atordoados, como fez com os sul-coreanos. “Eles ficaram surpresos com o que mandamos a campo.”

O treinador garante conhecer bem os EUA após um amistoso dias atrás no CT do São Paulo, onde os americanos estão fazendo seus treinamentos. O jogo foi fechado para a imprensa.

“Isso vai nos ajudar bastante. Já os conhecemos bem. Só espero que a gente sobreviva ao clima de Salvador. Vão ser uns 3 graus a mais que São Paulo pelo menos.” O jogo acontece na terça-feira, às 17 horas.

Novamente cobrado pela falta de futebol bonito da Bélgica, que venceu seus três jogos por vantagem mínima (2 a 1 na Argélia, 1 a 0 em Rússia e ontem, na Coreia do Sul), ele cutucou até os brasileiros e afirmou que não vê ninguém dando show. “Jogo para vencer, estamos aqui com as melhores e paga-se caro pelos erros. Vi Brasil x Croácia e o Brasil não foi excepcional.”

Autor do gol da vitória sobre os russos e decisivo ontem, o jovem Origi, filho de quenianos, vai ter de esperar mais por uma oportunidade como titular. Wilmots não quer queimar o garoto de apenas 19 anos.

“Quanto a Origi, vou repetir mais uma vez, só me lembram dele quando o escalo durante o jogo. De repente, todos acham que ele deve jogar. Não sou cego, ele tem 19 anos e também vamos poupá-lo. Ele não está plenamente pronto e o chamarei quando chegar a hora.”

Ele festejou o rodízio no grupo que deixou o time praticamente pronto para as oitavas. “Todos jogaram, com exceção de alguns, e estão preparados para o mata-mata. Não queria que todos fizessem a mala para voltar para casa, é num país quente, nos planejamos, poupei quem achava que deveria e estamos bem equipados para a próxima fase”, afirmou, festejando a postura de 45 minutos com um homem a menos. “O objetivo sempre foi ganhar de todos e foi isso o que fizemos, mesmo com 10 jogadores. Com 10 em campo conseguimos ganhar, fazer história e pela primeira vez avançar com três vitórias, o que não é nada fácil.” 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.