Jonathan Nackstrand/AFP
Jonathan Nackstrand/AFP

Técnico da Dinamarca reclama de críticas da imprensa contra sua seleção

Mídia do país criticou atuações da equipe nos jogos contra Peru e Austrália

Estadão Conteúdo

23 Junho 2018 | 19h38

Com uma vitória sobre o Peru e um empate com a Austrália, a Dinamarca faz boa campanha na Copa do Mundo da Rússia e precisa de um empate contra a França na próxima terça-feira, em Moscou, para avançar às oitavas de final. A mídia do país escandinavo, no entanto, tem cobrado melhores atuações dos dinamarqueses, o que irritou o técnico Age Hareide.

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O treinador fez uma referência à seleção brasileira para afirmar que tinha ciência que os dinamarqueses gostavam de futebol e eram exigentes quanto à seleção nacional, mas disse não entender as críticas da imprensa local.

"Eu não entendo. Os dinamarqueses são gentis e amigáveis, mas a mídia é tão crítica mesmo quando a seleção nacional realmente se sai bem", reclamou. "Eu sabia que era um país de futebol exigente quando cheguei, porque os dinamarqueses gostam de se chamar de 'brasileiros da Escandinávia'. Eu acho muito bom estar invicto em 17 partidas, então o que as pessoas querem?", completou o comandante.

O treino deste sábado foi cancelado pela comissão técnica. Segundo o técnico, a decisão foi tomada a fim de dar um descanso aos jogadores em razão da alta intensidade nas duas primeiras partidas contra Peru e Austrália, o que desgastou boa parte do grupo.

 

O meio-campista William Kvist, que foi inicialmente cortado do elenco depois de quebrar duas costelas e perfurar um pulmão em choque com o peruano Farfán, deve ser reintegrado ao grupo em breve. O médico da seleção dinamarquesa já havia dito que havia a possibilidade do retorno do jogador, que, no entanto, só deve acontecer no mata-mata.

Hareide confirmou que ele não enfrenta a França. "Não podemos chamar mais jogadores, então a volta de William para a equipe seria perfeito", desejou o técnico. "Ele faz parte deste time há muito tempo, mas não estará apto para o jogo contra a França", confirmou.

 

 

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