Divulgação/ Roma
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Técnico da Roma diz ser difícil imaginar o futebol sem abraços

Paulo Fonseca lembra de momentos importantes na carreira em que comemorou com os jogadores

Redação, Reuters

15 de maio de 2020 | 08h46

Se há algo de que o técnico da Roma, Paulo Fonseca, realmente sentirá falta quando o Campeonato Italiano finalmente reiniciar após a pandemia de coronavírus é um bom abraço. Em uma carta emocionante publicada no site do clube, o português descreveu a importância do abraço no vestiário, relembrou alguns dos abraços favoritos de sua carreira e revelou que o melhor abraço no futebol é o do argentino Federico Fazio.

Assim como os apertos de mão, o abraço será barrado quando o futebol recomeçar, como parte da prevenção do coronavírus—medidas que Fonseca disse apoiar totalmente, mesmo sendo difíceis de se adaptar. “Para mim é difícil imaginar jogar sem a paixão dos torcedores atrás de nós—e especialmente jogar sem esse abraço”, afirmou ele.

“Sim, esse abraço—que usamos para comemorar o melhor momento do futebol—o gol. O momento em que o autor do gol desaparece em meio a uma enxurrada de braços.” Fonseca lembrou-se de uma partida em sua primeira temporada no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, em que eles viraram para 3 x 2 nos minutos finais. “Todos os jogadores correram para mim e me abraçaram para comemorar o gol final. Nunca vou esquecer isso”, declarou ele.

“Como será sem o abraço no início ou no final dos jogos com o técnico adversário?”, ele se perguntou. “Aqui na Itália há tantas pessoas que quero abraçar, por muitas razões diferentes. E como vou oferecer apoio aos meus jogadores, nos momentos difíceis, sem o abraço?”

“Pra mim, a coisa mais difícil de imaginar é o vestiário sem o abraço”, acrescentou. “Esse simples gesto transmite algo que as palavras nunca conseguiriam fazer.”

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