Mauro Pimental/AFP
Mauro Pimental/AFP

Técnico da Venezuela afirma que crise política vira estímulo na Copa América

Para Rafael Dudamel, elenco tentará fazer um bom papel no Brasil para alegrar a população

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2019 | 23h29

O técnico da Venezuela, Rafael Dudamel, disse nesta quinta-feira, no Rio, que a crise política vivida no país será um incentivo para o elenco tentar fazer uma boa Copa América. Mesmo após ser sorteado como adversário da seleção brasileira na fase de grupos, o treinador afirmou que quer fazer do torneio uma forma do país esquecer os problemas.

Na Copa América, a Venezuela estará na fase de grupos junto com o Brasil, Bolívia e Peru, adversário da estreia. "A situação política do país é um impulso para nossos jogadores, porque queremos dar alegria à Venezuela", disse depois do sorteio. "Queremos que o país esteja unido, com calma em paz, e quando jogarmos, será um ótimo momento para os venezuelanos estarem unidos", comentou.

Dudamel esteve presente em cinco edições de Copa América como goleiro e agora dirige também as seleções de base do país. O técnico estava no Chile para acompanhar a disputa do Sul-Americano sub-20 e foi ao Rio especialmente para o sorteio. Na opinião do venezuelano, o Brasil pode ter como dificuldade na Copa América o excesso de cobrança para ser campeão.

"O Brasil será muito exigido porque, pelo seu renome, está obrigado a passar à fase seguinte. Esta é a grande dificuldade que terá de enfrentar", afirmou. A Venezuela será o segundo adversário do Brasil. O encontro será dia 18 de junho, em Salvador. Antes disso, a equipe estreia em Porto Alegre contra o Peru e fecha a fase de grupos em Belo Horizonte, diante da Bolívia.

Para Dudamel, a seleção brasileira não pode considerar o grupo como fácil. "Não creio que o Brasil pense assim, mesmo com o respeito e capacidade do seu elenco. Cada adversário vai apresentar uma dificuldade diferente", disse o treinador.

 

 

 

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