Bartlomiej Zborowski / EFE
Bartlomiej Zborowski / EFE

Técnico de Senegal evita comparação com time que foi às quartas de final em 2002

Aliou Cissé afirma que nem Senegal depende de Mané, nem a Polônia depende de Lewandowski

Gonçalo Junior, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

18 Junho 2018 | 10h46

Após 16 anos de ausência, Senegal inicia sua segunda participação em Copas diante da Polônia, nesta terça-feira, às 12 horas (de Brasília), em Moscou. A história de 2002 está diretamente ligada ao Mundial da Rússia. Depois de ser o capitão da equipe que chegou às quartas de final naquele Mundial e que conseguiu derrotar a França, então atual campeã do mundo, Aliou Cissé se tornou o treinador da equipe atual. A comissão técnica conta ainda com outros dois jogadores de 2002: Tony Sylva e Omar Daf.

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"Naturalmente são feitas muitas comparações, mas aquele time já criou a parte dele na história. Nós temos bons jogadores e podemos criar a nossa história", afirmou o treinador em entrevista coletiva nesta segunda-feira, em Moscou. "O país mudou e a mentalidade da equipe mudou. São realidades diferentes", opina o treinador.

Enquanto o time de 2002 tinha grandes nomes como Diouf, Fadiga e Papa Bapa Diop, a equipe atual está centrada na figura do atacante Sadio Mané, capitão da seleção e astro do Liverpool. Todos os convocados atuam no exterior. Cinco deles jogam na primeira divisão inglesa; outros cinco atuam na elite francesa. Entre os destaques estão o zagueiro Koulibaly, do Napoli, e o atacante Keita Baldé, do Monaco. O treinador nega que o time dependa de Mané. "Ele é um jogador único, mas temos um jogo coletivo", disse o treinador.

Da mesma forma que Senegal não depende de Mané, os poloneses não dependem do atacante Lewandowski, na opinião do treinador senegalês. "A Polônia tem grandes jogadores, bom jogo coletivo, grande variação de jogadas. Temos de nos preocupar com o time todo".

 

Senegal tem o desafio de buscar a classificação no Grupo H, um dos mais equilibrados e imprevisíveis da Copa. Colômbia e Polônia despontam com certo favoritismo, mas o Japão pode surpreender.

Cisse é o único técnico negro da Copa e também o mais jovem - ele tem 42 anos. "Sou o único treinador negro, mas a cor da pele não é tão importante. O futebol é universal. Faço parte de uma nova geração de treinadores que está trabalhando em boas equipes e querendo se firmar no primeiro time de treinadores no futebol internacional".

 

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