Técnico de Togo confirma abandono "definitivo" da equipe

O técnico da seleção de Togo, o alemão Otto Pfister, disse neste sábado que abandonou definitivamente a delegação e que não pretende voltar à mesa de negociações com representantes da federação local. "Eu decidi sair sem avisar ninguém", afirmou o treinador. "Os jogadores boicotaram três sessões de treinamentos fechados e, com isso, minha base de trabalho foi abalada. Um sonho de minha vida foi destruído". Pfister fez questão de ressaltar que não culpa os jogadores, mas a Federação Togolesa de Futebol."Os jogadores estão aborrecidos e desmotivados. E estão em greve. Como ter uma participação bem-sucedida na Copa nessas condições?". O treinador disse ainda que entende perfeitamente o desagrado dos jogadores. "Não posso trabalhar de maneira profissional se a Federação nem ao menos começou a atuar profissionalmente".O porta-voz da federação togolesa, Messan Attolou, confirmou que Pfister e seu assistente, Piet Hamberg, abandonaram a concentração na noite desta sexta-feira. No entanto, o representante informou que a Federação ainda tinha esperança de que Pfister mudasse de idéia e retomasse seu trabalho.O treino realizado na manhã deste sábado (horário local) foi comandado pelo outro assistente-técnico, o togolês Kodjori Mawena. O porta-voz da Federação o chamou de "novo técnico", mas acrescentou: "O outro (Pfister) ainda não nos disse um ´não´ definitivo".Desde que desembarcou na Alemanha, a seleção africana vive momentos conturbados por questões financeiras. Os jogadores reivindicam 155 mil euros pela participação no Mundial, e mais 30 mil euros por vitória e 15 mil por empate, valores considerados altos pela federação local. O técnico queria que o grupo priorizasse a disputa da Copa, não o dinheiro. Togo tem estréia na Copa marcada para a próxima terça-feira, contra a Coréia do Sul, em Frankfurt.

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