Abedin Taherkenareh/EFE
Abedin Taherkenareh/EFE

Técnico diz que a Dinamarca não pensa no empate, mas pede cautela contra a França

Age Hareide pede cautela e quer lutar pela vitória para garantir vaga nas oitavas de final

Estadão Conteúdo

25 Junho 2018 | 14h06

Técnico da Dinamarca, Age Hareide pediu cautela para os seus comandados durante a partida contra a França, que vai definir o destino dos dinamarqueses na Copa do Mundo. O confronto entre as seleções será realizado às 11 horas (de Brasília) desta terça-feira, no estádio Luzhniki, em Moscou.

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"É preciso jogar de forma mais calculista contra a França. Não podemos dar a eles tanto espaço como aconteceu contra a Austrália), quando queríamos tanto vencer que demos mais espaço para nos atacarem do que gostaríamos", disse o técnico norueguês em coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira, em Moscou.

A Dinamarca tem quatro pontos ganhos no Grupo C após duas rodadas. Na estreia, venceu o Peru por 1 a 0, no dia 16, em Saransk, e empatou por 1 a 1 com a Austrália em seu segundo desafio, na última quinta-feira, em Samara. "Nas duas primeiras partidas, não fomos capazes de controlar a bola muito bem no último terço do campo, precisamos dessa correção. Temos de ser mais equilibrados contra a França", disse Hareide.

Jogar por um possível empate não é a prioridade do treinador, embora o resultado garanta a Dinamarca em segundo lugar e a França na liderança da chave. Se perder, a seleção dinamarquesa pode ser alcançada em pontos pela Austrália e até ser eliminada do Mundial por causa dos critérios de desempate.

 

"Esse é o melhor grupo com o qual já trabalhei. Tentar estacionar um ônibus em frente à nossa área para nos defendermos não é nossa melhor forma de atuar. Não é um bom ponto de partida entrar pensando apenas no empate. Faria com que meus jogadores fossem passivos", explicou o técnico.

Sobre a polêmica declaração dada antes do Mundial por Hareide, que teria dito a um veículo de comunicação dinamarquês que a França não era favorita ao título, o treinador se explicou. "Foi uma entrevista tirada de contexto. Se você ler o artigo inteiro, verá que eu estava comparando essa seleção atual com a de 1998. Mesmo assim, a França de agora tem ótimas peças individuais, defesa sólida, meio de campo com Paul Pogba", comentou o norueguês.

 

 

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