Dolores Ochoa/AP
Dolores Ochoa/AP

Técnico do Botafogo lamenta revés no Equador, mas exibe otimismo

Alvinegro precisa de uma vitória com dois ou mais gols para garantir classificação direta para a fase de grupos da Copa Libertadores

Agência Estado

30 de janeiro de 2014 | 10h57

QUITO - O técnico do Botafogo, Eduardo Hungaro, lamentou o fato de o Botafogo ter voltado à Copa Libertadores, depois de 18 anos de ausência do time da competição, com uma derrota por 1 a 0 para o Deportivo Quito, na noite desta quarta-feira, no Equador, mas exibiu otimismo ao projetar as chances de classificação da equipe para a fase de grupos do torneio. Para isso, o time carioca precisará vencer por dois gols de diferença no duelo de volta, na próxima quarta, no Maracanã.

"Eu esperava resultado melhor, mas não foi ruim. Todo mundo tem dificuldade em Quito", ressaltou o treinador, lembrando dos desafios físicos proporcionados pela altitude de 2.850 metros da capital equatoriana. E ele já tem a receita para os botafoguenses reverterem o resultado no confronto de volta no Rio. "Precisamos ser uma equipe corajosa, mas consciente. Se levarmos um gol nossa situação fica mais difícil. Temos totais condições de conseguir a classificação. Vamos jogar nas condições que estamos acostumados a jogar", disse.

Hungaro lamentou o fato de o Botafogo ter sofrido para desenvolver o seu futebol no início da partida desta quarta, na qual a equipe tomou o gol já aos 18 minutos do primeiro tempo. "A equipe do Deportivo tem uma forma de jogar bastante agressiva no contra-ataque, eles enfiam quatro jogadores na frente. Nos primeiros 20 minutos tivemos dificuldade na saída de bola, jogamos com bolas longas e isso estava dando a condição de contra-ataque, e o gol deles aconteceu", lamentou.

O treinador também admitiu que os jogadores sofreram para acertar os arremates ao gol, em parte por causa da velocidade da bola, que fica um pouco diferente da habitual em jogos na altitude. "Faltou criar mais as oportunidades, acertar mais a baliza, mas a questão da altitude, aquele último passe, a finalização, os jogadores sentiram muito. Diminuiu a precisão tanto no último passe quanto nas finalizações a gol", opinou, ao mesmo tempo em que exaltou o bom preparo da equipe. "Na parte física conseguimos terminar em condição aparentemente melhor do que a do Deportivo."

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