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Técnico do Chile trata jogo com Brasil como final e promete atacar

Juan Antonio Pizzi promete manter estilo ofensivo na terça-feira para buscar classificação para a Copa do Mundo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2017 | 14h11

O técnico da seleção do Chile, Juan Antonio Pizzi, trata o jogo desta terça-feira, com o Brasil, como o mais decisivo dos seus dois anos de trabalho à frente da equipe. Em entrevista coletiva em São Paulo, o treinador argentino prometeu atacar a seleção brasileira para garantir a classificação à Copa do Mundo e considera o encontro, válido pelas Eliminatórias, tão importante quanto as duas decisões em que esteve com a La Roja.

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Pizzi conduziu o Chile à finais da Copa América Centenário, vencida contra a Argentina, e da Copa das Confederações, perdida para a Alemanha. Depois de resultados ruins nas Eliminatórias, agora o treinador precisa de uma vitória inédita sobre o Brasil no Allianz Parque para não ficar fora do Mundial da Rússia. "Temos uma forma definida de jogar e tratamos de impor isso em todos os jogos, qualquer que seja o adversário. A melhor forma de ter bom rendimento é indo à frente e pressionando", disse.

Para não depender de outros resultados para ir à Copa, o Chile tem que vencer o Brasil. "Esse jogo é como uma terceira final para final. Claro que em todos os jogos eu me esforcei ao máximo e os jogadores também, mas pelas condições e por ser o último jogo, faz essa partida ser transcedental", disse Pizzi. Em sete partidas disputadas em território brasileiro entre as duas seleções pelas Eliminatórias, foram sete derrotas chilenas.

O treinador disse não se importar com o tabu e garantiu que os jogadores estão preparados para jogar de igual para igual. Pizzi relembrou que apesar do histórico não ser favorável, nas partidas oficiais recentes o Chile deu muito trabalho ao Brasil, ao ganhar em Santiago por 2 a 0 em outubro de 2015 pelas Eliminatórias e ser eliminado somente nos pênaltis no Mineirão pelas oitavas de final da Copa de 2014.

O técnico do Chile afirmou estar preparado para um possível revés no Allianz Parque e garantiu que se isso se concretizar, não vai manchar a história vitoriosa recente construída pela seleção. "Tudo o que nós vivemos não vai se apagar. Ao longo desses dois anos fizemos história e trabalhamos para conseguir a classificação. Vamos fazer o máximo de esforço para isso", explicou.

Argentino de nascimento, Pizzi jogou Copa do Mundo pela Espanha e afirmou que não se sente incomodado em buscar uma vitória e, assim, poder ajudar a tirar do Mundial o seu país natal. "Sem deixar de reconhecer minha nacionalidade, também quero ser muito claro que minha ocupação está exclusivamente voltada à minha equipe. Eu me ocupo somente com o nosso jogo o Brasil", afirmou.

A seleção chilena vai fazer um treino de reconhecimento no Allianz Parque no fim da tarde desta segunda-feira, sem a presença da imprensa. O técnico não quis informar a escalação e tem dúvida no meio-campo. Com Vidal suspenso e o substituto imediato Aránguiz em recuperação de lesão, Pavez e Felipe Gutiérrez podem ser escalados na posição.

 

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